Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Fraudes de identidade digital sobem 36,6% no 1º trimestre

Tentativas de fraude de identidade digital sobem 36,6% no 1º tri; risco de prejuízo de até R$ 1,98 bilhão para consumidores e empresas

Se concretizadas, fraudes poderiam gerar prejuízo estimado de até R$ 1,98 bi
0:00
Carregando...
0:00
  • Número de tentativas de fraude em cadastro e validação de identidade no 1º tri de 2026 ficou em 1.495.696, alta de 36,6% em um ano, com prejuízo estimado de até R$ 1,98 bilhão se não for barrado.
  • O setor financeiro concentrou a maior parte das ocorrências, com seis em cada dez tentativas em bancos, emissores de cartão, meios de pagamento e empresas de crédito.
  • O mapa de golpes mostrou 10.053 anúncios, perfis, páginas e apps falsos no trimestre, além de 19,7 milhões de mensagens associadas a golpes e quase 2 mil grupos de circulação de conteúdo fraudulento.
  • No e-commerce, quase 1% das transações foi classificada como tentativa de fraude, totalizando mais de 368 mil ocorrências; as soluções antifraude ainda preservaram R$ 337,9 milhões e o ticket médio foi de R$ 917,52, 62% acima do pedido legítimo.
  • Tendências apontadas pela Serasa Experian incluem fraude como serviço, identidades sintéticas e uso de inteligência artificial, que podem ampliar a escala e o realismo dos golpes.

Tentativas de fraude em cadastros e validações de identidade digital cresceram no Brasil no primeiro trimestre de 2026, aponta a Serasa Experian. Entre janeiro e março, foram identificadas 1.495.696 tentativas, alta de 36,6% em um ano. O volume equivale a uma tentativa a cada cinco segundos e, se não bloqueadas, poderiam gerar prejuízo de até 1,98 bilhão de reais para consumidores e empresas. O setor financeiro concentrou a maior parte das ocorrências.

Seis em cada ten falhas ocorreram em bancos, emissores de cartão, meios de pagamento e empresas de serviços financeiros e de crédito, aponta a Serasa. O relatório analisa também golpes ligados a cadastros e validação de identidade, apontando o peso do ecossistema por trás das tentativas.

Golpes mais organizados e mira no e-commerce

Na área de cibersegurança, foram mapeados 10.053 anúncios, perfis, páginas e aplicativos falsos no primeiro trimestre, alta de 8,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Também houve 19,7 milhões de mensagens associadas a golpes, com média de 152 por minuto, e quase dois mil grupos dedicados à circulação de conteúdo fraudulento, avanço de 139%.

No comércio eletrônico, quase 1% das transações foram classificadas como fraude, totalizando mais de 368 mil ocorrências. As soluções antifraude teriam preservado cerca de 337,9 milhões de reais, e o ticket médio das tentativas foi de 917,52 reais, 62% acima do valor de pedidos legítimos. A taxa pode parecer pequena, mas o impacto cresce com a escala do e-commerce.

Os executivos ressaltam que acompanhar o comportamento de compra, o dispositivo, o meio de pagamento e o histórico do consumidor é essencial para diferenciar uma compra legítima de uma fraude, especialmente diante de volumes elevados.

Categoria beleza liderou em número de tentativas, enquanto celulares apresentaram maior risco proporcional. Beleza somou 33,7 mil ocorrências, seguidos por calçados (29,4 mil) e saúde (18,9 mil). O risco para celulares foi de 3,11% (uma tentativa a cada 32 pedidos legítimos), acima de acessórios eletrônicos (2,62%) e eletrônicos (2,11%).

IA e identidades sintéticas entram no radar

O Mapa da Fraude aponta tendências para os próximos meses, entre elas o uso de “fraude como serviço”, identidades sintéticas e abuso de inteligência artificial. A Serasa afirma que a IA pode tornar golpes mais personalizados e escaláveis, facilitando a criação de páginas, perfis e conteúdos falsos.

Dhaese afirma que a IA tende a aumentar o realismo e a personalização dos golpes, incluindo deepfakes e simulações de autoridade. A observação é de que a tecnologia, se usada de forma indevida, amplia escala e credibilidade de golpes. Por isso, é necessário monitorar dados, tecnologia e análises em diferentes pontos da jornada do consumidor.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais