- Governo avalia encerrar subsídios a diesel, gasolina, querosene de aviação e gás de cozinha caso o preço do petróleo se estabilize em torno de US$ 80 o barril.
- Preços do petróleo caíram e chegaram a US$ 77, nível próximo ao visto antes do auge do conflito entre EUA e Irã.
- Governo terá um prazo de trinta dias para avaliar cenários internacionais e impactos no mercado interno.
- Medidas de subsídio foram implementadas entre março e maio, com prorrogações para manter descontos até julho.
- Existem dois caminhos considerados: antecipar o fim das medidas ou deixá-las expirar nos prazos já estabelecidos.
O governo avalia encerrar as subvenções aos combustíveis caso a cotação do petróleo estabilize em torno de US$ 80 o barril. A informação é do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron.
Acompanhando o acordo entre EUA e Irã, o preço do petróleo tem caído nos últimos dias. Nesta quarta-feira, Brent chegou a US$ 77, nível próximo ao registrado antes da ofensiva no Oriente Médio.
Segundo Ceron, a equipe econômica analisará o cenário internacional nos próximos 30 dias e atuará com cautela para evitar impactos no preço dos combustíveis.
Contexto internacional e medidas adotadas
Desde o início da guerra no Oriente Médio, o governo implementou subsídios e reduções de impostos para diesel, gasolina, querosene de aviação e gás de cozinha. As medidas começaram em março e foram prorrogadas até julho.
O objetivo das medidas é conter altas de preços no mercado interno diante da volatilidade. Em março, a cotação chegou a US$ 120 por barril, antes de recuos recentes que favoreceram o ambiente doméstico.
Ceron mencionou dois cenários para o governo: antecipar o fim das medidas ou deixá-las expirarem naturalmente conforme o prazo vigente. A decisão dependerá da evolução do mercado externo nos próximos dias.
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