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IA transforma avaliação de competências de candidatos pelas empresas

Mercado brasileiro adota contratação por competências, destacando comunicação, adaptabilidade e habilidades interpessoais para contornar déficit de talento

Contratação — Foto: Getty Images/Arte EN
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  • O estudo Talent Trends 2026 da Michael Page aponta que as competências mais demandadas são comunicação (49%), adaptabilidade (48%) e habilidades interpessoais (45%).
  • No Brasil, 57% dos gestores dizem que a falta de habilidades é o principal desafio na contratação; 21% já priorizam competências em detrimento da formação acadêmica ou histórico profissional; 98% das empresas que adotaram esse modelo dizem ter benefícios claros.
  • Dois em cada três profissionais dizem estar mais propensos a se candidatar a empresas que contratam com base em competências e capabilities reais.
  • Entre as vantagens, destacam-se identificar com mais precisão as habilidades dos candidatos (67%) e facilitar o alinhamento às necessidades atuais e futuras do negócio (49%).
  • Ainda há desafios no Brasil: necessidade de treinamento de gestores para avaliar competências, peso cultural do diploma, barreiras regulatórias e questões de implementação, com previsão de expansão gradual.

Em meio à transformação digital e à escassez de talentos, empresas brasileiras passam a valorizar competências além do currículo. Em 57% dos gestores, a falta de habilidades é o principal desafio na contratação, segundo o estudo Talent Trends 2026 da Michael Page. A preferência é por contratação baseada em competências.

Dados do levantamento apontam que 21% dos líderes no Brasil já priorizam competências em vez de formação acadêmica ou histórico profissional. Entre quem adotou esse modelo, 98% registram benefícios, como identificação mais precisa das habilidades reais e alinhamento das equipes às necessidades futuras.

Para os(as) profissionais, o movimento também ganha espaço. Dois em cada três candidatos demonstram maior propensão a se candidatar a empresas que valorizam demonstração de competências específicas e capacidades reais. O estudo ressalta que a demanda por tais competências já se tornou prioridade em setores como tecnologia e startups.

Quais competências ganham destaque

A pesquisa aponta que comunicação é a habilidade mais valorizada (49%), seguida por adaptabilidade (48%) e habilidades interpessoais (45%). Especialistas destacam que esse trio acompanha a transformação do ambiente corporativo, com maior necessidade de diálogo eficaz, flexibilidade frente a mudanças rápidas e construção de relações no ambiente digital.

A adaptabilidade recebe ênfase pela velocidade das mudanças tecnológicas e organizacionais. Profissionais precisam acompanhar evolução de ferramentas, processos e expectativas do mercado. Nas relações de trabalho, as habilidades interpessoais ganham relevância frente à redução de encontros presenciais.

Como as empresas avaliam competências

Especialistas destacam que processos seletivos mais longos e com etapas diversificadas ajudam a mensurar comportamentos. Avaliações comportamentais e referências profissionais têm ganhado espaço para entender resiliência, comunicação e capacidade de colaboração. Essas práticas visam reduzir a distância entre currículo e prática no cargo.

Desafios e perspectivas no Brasil

Embora em expansão, a contratação por competências enfrenta entraves no Brasil. Falta de treinamento para avaliar comportamentos, barreiras culturais que valorizam a experiência prévia e peso ainda relevante do diploma dificultam o avanço. Regulamentos setoriais também sugerem cuidado na adoção.

Análises indicam que a tendência tende a crescer conforme empresas ampliem investimentos em treinamento, mudanças culturais e estruturas de avaliação mais robustas. Grandes organizações podem acelerar esse movimento, influenciando o mercado de trabalho como um todo.

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