- O banco central dos Estados Unidos manteve a taxa de juros entre 3,50% e 3,75%, mas com discurso mais duro sobre inflação e sinalização de alta ainda neste ano.
- O Bitcoin caiu quase 5% nas últimas 24 horas, próximo de US$ 62.000, acumulando queda de 18% nos últimos 30 dias.
- Ethereum, BNB, XRP recuam na mesma faixa; Solana perde quase 7%.
- O fortalecimento do dólar e o aumento dos rendimentos dos Treasuries ampliam a aversão a ativos de risco, pressionando o mercado cripto.
- Analistas dizem que próximos dados de inflação e emprego dos EUA vão definir a direção das taxas; para ficar mais estável, o Bitcoin precisa superar a faixa de US$ 66 mil a US$ 67 mil.
O mercado de criptoativos voltou a registrar queda após o Federal Reserve manter as taxas de juros, mas sinalizar uma alta ainda neste ano. A reação ocorreu com vigor entre os ativos de risco, que recuam diante do cenário de inflação e de juros mais elevados no curto prazo.
O Bitcoin ficou próximo de US$ 62 mil, com queda de quase 5% nas últimas 24 horas. No acumulado da semana, o recuo acompanha o fraco desempenho dos últimos 30 dias, em torno de 18%. Ethereum, BNB e XRP acompanharam a mesma tendência de baixa. Solana perdeu quase 7%.
Motivação e leitura de especialistas
Gil Herrera, diretor de estratégia e operações da Bitget na América Latina, aponta que a decisão do Fed, ao manter juros entre 3,50% e 3,75% com tom mais duro sobre a inflação, fortaleceu o dólar e elevou a remuneração de Treasuries, reduzindo o apetite por criptoativos. Os próximos dados de inflação e emprego dos EUA deverão orientar novas perspectivas sobre juros, segundo ele.
André Franco, CEO da Boost Research, reforça que o mercado interpretou o comunicado como cauteloso, com potencial para manter as taxas altas por mais tempo. Segundo Franco, as projeções atualizadas mostraram inflação mais elevada e cortes de juros menos agressivos, limitando o apetite por risco.
Fabrício Tota, VP de Negócios Cripto do Mercado Bitcoin, ressalta que o caminho do Bitcoin continua dependente da força do dólar e dos rendimentos dos Treasuries. Para ele, o alvo próximo permanece entre US$ 66 mil e US$ 67 mil, com necessidade de rompimento estável dessa faixa para sinalizar recuperação.
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