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Lavagem de dinheiro ligada ao tráfico com criptomoedas lidera crimes no Brasil

Chainalysis mostra que lavagem vinculada ao narcotráfico é a principal fonte de crimes com criptomoedas no Brasil, com PCC, CV e redes chinesas no topo das movimentações ilícitas

— Foto: pixabay
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  • A lavagem de dinheiro ligada ao narcotráfico passou a ser a principal categoria de crime envolvendo criptomoedas no Brasil, segundo a Chainalysis.
  • Cartéis de drogas passaram a liderar as movimentações ilícitas identificadas nas exchanges brasileiras, com a posição geográfica do Brasil nas rotas de cocaína sul-americanas ajudando a explicar o fenômeno.
  • Além do tráfico, redes chinesas de lavagem de dinheiro (CMLN) e entidades russas sancionadas completam o trio de atores globais que respondem por cerca de vinte por cento da lavagem ilícita em blockchain.
  • Entre julho de dois mil e vinte e quatro e junho de dois mil e vinte e cinco, o Brasil recebeu US$ 318 bilhões em movimentações em blockchain, quase um terço do volume registrado na América Latina.
  • As stablecoins passaram a dominar a atividade criminosa envolvendo ativos digitais, substituindo doleiros; o prazo para autorização definitva de operação junto ao Banco Central termina em 29 de outubro deste ano.

O narcotráfico é hoje a principal fonte de fluxos ilícitos envolvendo criptomoedas no Brasil, segundo a Chainalysis. O relatório divulgado aponta que operações ligadas a cartéis de drogas lideram as movimentações em exchanges brasileiras.

Além das organizações ligadas ao tráfico, o estudo cita redes chinesas de lavagem de dinheiro e entidades russas sancionadas como importantes agentes globais no setor. A soma dessas três categorias representa mais da metade dos fluxos identificados em 2025.

O Brasil teria, entre julho de 2024 e junho de 2025, cerca de US$ 318 bilhões em movimentações na blockchain, equivalente a um terço do volume na América Latina. O país figura entre os maiores mercados de criptomoedas do planeta.

Contexto global e mudança de padrões

As stablecoins passaram a dominar a atividade criminosa com ativos digitais, substituindo antigas operações de doleiro. Hoje, as chamadas criptos do dólar respondem pela maior parte do volume ilícito no mundo, em meio a debates regulatórios.

Globalmente, o valor recebido por contas suspeitas saltou de US$ 11 bilhões (2020) para US$ 154 bilhões (2025), evidenciando a profissionalização de organizações criminosas que atuam com criptomoedas.

Concentração e marco regulatório no Brasil

Apesar da escala do problema, a Chainalysis mostra concentração de volumes em poucos pontos: entre 550 e 950 contas foram expostas a recursos suspeitos no Brasil entre 2023 e início de 2026, mas cinco endereços responderam por 75% a 90% do volume.

Para o Brasil, esses movimentos servem como um dos primeiros testes do novo marco regulatório das criptomoedas. O prazo para autorização definitiva de operação junto ao Banco Central termina em 29 de outubro deste ano.

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