- A lavagem de dinheiro ligada ao narcotráfico passou a ser a principal categoria de crime envolvendo criptomoedas no Brasil, segundo a Chainalysis.
- Cartéis de drogas passaram a liderar as movimentações ilícitas identificadas nas exchanges brasileiras, com a posição geográfica do Brasil nas rotas de cocaína sul-americanas ajudando a explicar o fenômeno.
- Além do tráfico, redes chinesas de lavagem de dinheiro (CMLN) e entidades russas sancionadas completam o trio de atores globais que respondem por cerca de vinte por cento da lavagem ilícita em blockchain.
- Entre julho de dois mil e vinte e quatro e junho de dois mil e vinte e cinco, o Brasil recebeu US$ 318 bilhões em movimentações em blockchain, quase um terço do volume registrado na América Latina.
- As stablecoins passaram a dominar a atividade criminosa envolvendo ativos digitais, substituindo doleiros; o prazo para autorização definitva de operação junto ao Banco Central termina em 29 de outubro deste ano.
O narcotráfico é hoje a principal fonte de fluxos ilícitos envolvendo criptomoedas no Brasil, segundo a Chainalysis. O relatório divulgado aponta que operações ligadas a cartéis de drogas lideram as movimentações em exchanges brasileiras.
Além das organizações ligadas ao tráfico, o estudo cita redes chinesas de lavagem de dinheiro e entidades russas sancionadas como importantes agentes globais no setor. A soma dessas três categorias representa mais da metade dos fluxos identificados em 2025.
O Brasil teria, entre julho de 2024 e junho de 2025, cerca de US$ 318 bilhões em movimentações na blockchain, equivalente a um terço do volume na América Latina. O país figura entre os maiores mercados de criptomoedas do planeta.
Contexto global e mudança de padrões
As stablecoins passaram a dominar a atividade criminosa com ativos digitais, substituindo antigas operações de doleiro. Hoje, as chamadas criptos do dólar respondem pela maior parte do volume ilícito no mundo, em meio a debates regulatórios.
Globalmente, o valor recebido por contas suspeitas saltou de US$ 11 bilhões (2020) para US$ 154 bilhões (2025), evidenciando a profissionalização de organizações criminosas que atuam com criptomoedas.
Concentração e marco regulatório no Brasil
Apesar da escala do problema, a Chainalysis mostra concentração de volumes em poucos pontos: entre 550 e 950 contas foram expostas a recursos suspeitos no Brasil entre 2023 e início de 2026, mas cinco endereços responderam por 75% a 90% do volume.
Para o Brasil, esses movimentos servem como um dos primeiros testes do novo marco regulatório das criptomoedas. O prazo para autorização definitiva de operação junto ao Banco Central termina em 29 de outubro deste ano.
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