- O mercado digere decisões do Federal Reserve (Fed) e do Banco Central do Brasil, mantendo cautela sobre os cortes da Selic.
- Um acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra foi divulgado; o Brent caiu para US$ 77,78 o barril e o WTI passou a US$ 74,67.
- O Fed manteve a taxa básica em 3,75% ao ano na estreia de Kevin Warsh; o dot plot sinalizou possibilidade de alta futura.
- O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic de 14,50% para 14,25%, mas há dúvidas sobre se será o último corte por enquanto.
- A Polícia Federal deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero, com 18 mandados de busca e apreensão e medidas cautelares em três estados.
A quinta-feira começou com o mercado digerindo decisões de política monetária de dois bancos centrais. O Federal Reserve dos EUA manteve a taxa em 3,75% e o Banco Central do Brasil reduziu a Selic em 0,25 ponto, para 14,25%. A atuação ocorreu em meio a cautela sobre o impacto de conflitos globais e sinais sobre inflação.
Além disso, as autoridades seguem monitorando o acordo entre EUA e Irã, que entrou em vigor, e o mercado reações a novas informações sobre o petróleo. O Brent caía cerca de 2,2% e o WTI operava com queda acima de 2,7% pela manhã, refletindo a possibilidade de menor pressão inflacionária.
Ao redor da meia-noite, o Fed confirmou a manutenção da taxa. A decisão foi amplamente antecipada pelo mercado. O chamado dot plot, porém, mostrou projeções de alta de juros no curto prazo, sinalizando expectativa de aperto adicional em cenários futuros.
No Brasil, o Copom sinalizou continuidade de ajustes, avaliando impactos de um possível cenário de desaceleração global. A decisão ocorreu apesar da incerteza com relação a acordos internacionais e aos efeitos já observados na inflação.
No âmbito policial, a PF deflagrou a 9ª fase da Operação Compliance Zero. A ação investiga crimes de corrupção e lavagem de dinheiro ligados a um agente público com foro privilegiado envolvido em fraudes no banco Master. São 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF, nos estados da Bahia, São Paulo e no DF, além de medidas cautelares diversas da prisão.
A operação também envolve medidas como suspensão de passaporte, proibição de contato entre investigados e monitoramento eletrônico. As informações oficiais indicam que o foco são desvios de recursos públicos ligados a esquemas de fraudes bancárias.
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