- A SpaceX realizou a maior oferta pública inicial de ações de todos os tempos, e há expectativa de uma fusão com a Tesla, da qual Musk também é CEO.
- Como Musk controla as duas empresas, uma fusão seria quase como ele fechar um acordo consigo mesmo, o que pode gerar questionamentos legais, embora especialistas achem improvável impedir o movimento.
- No Texas, para acionistas moverem ações contra fusões é necessário deter pelo menos 3% das ações, um obstáculo significativo diante da participação de Musk.
- Analistas apontam possíveis sinergias entre as empresas, incluindo inteligência artificial, internet via satélite, carros elétricos, baterias e centros de dados orbitais.
- Investidores e reguladores podem tentar barrar o negócio, mas a probabilidade de impedimento é considerada baixa enquanto Musk mantiver controle e os preços das ações permanecerem elevados.
Desde que a SpaceX realizou a maior oferta pública inicial de ações, circulam rumores sobre a possibilidade de uma fusão com a Tesla. A ideia envolve a criação de um conglomerado de tecnologia avaliado em cerca de US$ 4 trilhões, com Musk no centro do movimento.
Especialistas jurídicos dizem que poucos dispositivos legais poderiam impedir o passo, mas o tema levanta questões sobre a atuação do empresário. A ventura de uma união entre SpaceX e Tesla ocorre mesmo com a Tesla mantendo o controle acionário significativo de Musk.
A Tesla e a SpaceX têm sedes no Texas e já compartilham executivos e projetos. A mudança para o Texas ocorreu após disputas legais envolvendo Delaware, estado onde há precedente de ações de acionistas, e onde a Tesla já teve atuação relevante.
O cenário regulatório no Texas impõe que dois terços dos acionistas da Tesla votem a favor de uma fusão. Musk detém aproximadamente 20% dos votos da empresa, segundo documentos regulatórios, o que complica a soma de interesses de terceiros.
Alguns analistas apontam que a SpaceX, por ser a empresa de maior valor, poderia oferecer trocar suas ações por ações da Tesla para viabilizar a operação. Entre os possíveis desdobramentos, estariam foguetes, Starlink, carros, baterias, energia solar e a rede social X.
Na SpaceX, Musk detém controle com uma classe de ações que confere peso maior aos seus votos. Este fato pode facilitar a aprovação da fusão, segundo especialistas em governança corporativa. Contudo, investidores da Tesla podem discutir impactos para seus interesses.
Do lado da Tesla, o histórico de alianças com o conselho e as relações entre executivos de ambas as empresas são apontados como fatores que poderiam facilitar o alinhamento necessário. A recomendação de alguns analistas é aguardar o enquadramento de prioridades antes de qualquer movimento.
Juristas ressaltam que, mesmo com o apoio de parte do investidor institucional, ações judiciais seriam improváveis se a fusão se demonstrar benéfica ao mercado e aos acionistas. Ainda assim, questões de governança e antitruste podem ser levantadas.
Os reguladores federais e europeus também podem ser acionados para avaliar o impacto do negócio, especialmente por envolver IA, robótica, espaço e redes de comunicação. Porém, a probabilidade de objeções é vista como complexa.
Os impactos para o mercado devem depender de termos financeiros, governança da nova entidade e cronogramas de integração. Enquanto isso, o tema segue em aberto, com investidores e gestores monitorando novos sinais de confirmação ou atraso.
A SpaceX afirmou que não comentou oficialmente o assunto, assim como a Tesla; representantes não responderam a pedidos de comentário. O conteúdo permanece em estágio de avaliação entre as duas companhias e o mercado.
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