- A CEO da Smarkets, Mônica Granza, afirma que muitas empresas ainda compram como há vinte anos, com planilhas e e-mails.
- O processo de compras corporativas pode levar dez a quinze dias e o custo por solicitação pode superar R$ 100,00.
- A burocracia envolve várias aprovações, governança e sistemas internos, elevando custos e reduzindo a eficiência.
- Marketplaces corporativos ganham espaço ao oferecer compras rápidas, com governança e compliance já homologados.
- A inteligência artificial deve acelerar a transformação, automatizar etapas e tornar as compras mais estratégicas.
Em várias empresas, a aquisição de itens simples continua passando por uma longa trilha de aprovações, mensagens e planilhas. Enquanto o consumo online avança em minutos, as áreas de compras ainda enfrentam burocracia que eleva custos e reduz eficiência.
Mônica Granza, fundadora e CEO da Smarkets, plataforma de compras corporativas B2B, aponta que a transformação digital não chegou com a mesma velocidade às compras empresariais. Ela afirma que muitas companhias ainda operam como há 20 anos, usando planilhas e e-mails.
A lentidão não é o único problema. Em alguns casos, o processo de compra custa mais que o item adquirido, por envolver análise, governança e equipes dedicadas. Para uma caneta simples, empresas costumam levar de 10 a 15 dias.
Granza ressalta que o custo operacional de uma única solicitação pode ultrapassar R$ 100 em algumas organizações, tornando o processo mais oneroso que o produto. O cenário ocorre em um momento de busca por eficiência e redução de despesas.
O ritmo da transformação digital nas compras
A explicação está na natureza das compras corporativas, que exigem compliance, governança e auditoria rigorosa. Empresas de diferentes portes exigem diversos níveis de aprovação e rastreabilidade, dificultando a modernização.
A executiva lembra que a pandemia acelerou a digitalização do varejo B2C, mas a evolução nas corporações ocorreu de forma mais lenta. Ainda há grande espaço para modernização nas áreas de compras, segundo Granza.
Marketplace corporativo e o papel da IA
Para enfrentar esse atraso, plataformas de compras corporativas ganham espaço ao oferecer experiência semelhante aos marketplaces de varejo, porém adaptadas a governança interna. A homologação de fornecedores e produtos permite compras rápidas e seguras.
Com esse modelo, o requisitante acompanha a compra seguindo regras internas, o que facilita também o controle de gastos e a gestão de fornecedores. A digitalização tende a reduzir etapas manuais e acelerar o processo.
Especialistas veem a inteligência artificial como aceleradora dessa transformação. Ferramentas de IA já monitoram preços, organizam cadastros de fornecedores e sugerem alternativas, automatizando partes do processo.
Granza comenta que a atuação dos profissionais de compras pode migrar de tarefas repetitivas para funções estratégicas. O avanço tecnológico é visto como fundamental para a competitividade das empresas.
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