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Preços da gasolina caem abaixo de US$4 após acordo com o Irã assinado por Trump

Preço médio da gasolina nos EUA cai abaixo de quatro dólares por galão após acordo preliminar com o Irã, mas custo ainda fica cerca de um dólar acima do nível pré-conflito

A Circle K gas station on 16 June 2026 in Austin, Texas.
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  • O preço médio da gasolina nos EUA caiu para quase US$ 4 por galão na quinta-feira, após anúncio de acordo preliminar entre EUA e Irã para encerrar a guerra e reabrir o estreito de Hormuz.
  • De acordo com a AAA, o preço médio nacional atual de US$ 3,999 por galão de gasolina comum é o menor registrado em meses.
  • Mesmo com a queda, o valor é cerca de US$ 1 a mais por galão do que antes do envolvimento dos EUA no ataque a Irã, e aproximadamente 25% mais alto que há um ano.
  • Além da gasolina, custos de itens como alimentos e fertilizantes também sobem, pressionando a inflação; especialistas alertam que o choque de preços pode persistir.
  • A indústria enfrenta gargalos de fornecimento, com capacidade de refino limitada nos EUA, e demora para retornar a níveis de antes da guerra; tráfego marítimo começa a se normalizar pelo estreito de Hormuz.

O preço médio da gasolina nos EUA caiu para pouco menos de US$ 4 por galão na quinta-feira, pela primeira vez desde março, após anúncio de um acordo preliminar entre EUA e Irã para encerrar a guerra e reabrir o estreito de Hormuz. A mudança trouxe alívio a motoristas diante da alta de custos.

Segundo a AAA, o preço nacional médio atual do galão de gasolina regular é de US$ 3,999, o menor em meses. A queda acompanha a queda dos custos do petróleo e a expectativa de estabilização após o acordo inicial entre EUA e Irã.

Apesar da redução, os motoristas ainda pagam aproximadamente US$ 1 a mais por galão do que antes da intervenção dos EUA no conflito com Israel, em fevereiro. Os preços também estão cerca de 25% superiores ao observado há um ano.

O aumento do combustível tem influenciado outros setores. Passageiros enfrentam tarifas aéreas em alta, e itens como alimentos e calçados registram pressões de preço devido a interrupções na cadeia de suprimentos global.

Especialistas alertam que o alívio pode ser passageiro. Mesmo com o escoamento de petróleo, o dinheiro que já saiu dos estoques e as limitações de capacidade das refinarias mantêm a volatilidade dos preços até que a situação se estabilize.

A nível regional, há variação significativa. Califórnia registra média de US$ 5,64 por galão, seguida por Havaí com US$ 5,57. Indiana e Texas apresentam valores próximos de US$ 3,40 a US$ 3,49.

Na quinta-feira, o Brent chegou a ficar abaixo de US$ 78 por barril, e o petróleo dos EUA ficou pouco acima de US$ 74. Embora ainda acima dos níveis pré-guerra, os preços estão muito abaixo dos atingidos recentemente.

Relatórios indicam que grandes armadores começaram a deslocar navios pelo estreito de Hormuz após a assinatura do memorando de entendimento, com rotas de transporte mais limitadas abertas para alguns operadores, segundo dados marítimos.

O Comando Central dos EUA afirmou ter suspenso o bloqueio do tráfego marítimo que entra e sai dos portos e áreas costeiras do Irã no estreito. As forças americanas não estariam impedindo a passagem de navios.

Profissionais destacam que pode levar semanas ou meses para o tráfego retornar aos níveis pré-guerra, mesmo com a normalização de parte das operações. A conjuntura permanece sujeita a variações de curto prazo conforme a região.

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