- O Banco Central publicou resolução que amplia o acesso a contas em moeda estrangeira no Brasil, com vigência a partir de 1º de outubro.
- A mudança não altera a obrigação de negociar em reais nem trata de câmbio; apenas permite que mais pessoas e empresas tenham saldos em dólar, euro ou outras moedas.
- Beneficiários incluem empresas com relações frequentes com o exterior, investidores estrangeiros e outros agentes que operam em moedas estrangeiras.
- A lista de elegíveis ganhou novos integrantes: exportadoras de bens, empresas nacionais com sócio estrangeiro, empresas estrangeiras credoras de brasileiros e com participação em empresas brasileiras.
- O BC destaca que a medida pode melhorar a gestão de recursos, reduzir a exposição cambial e atrair serviços financeiros hoje prestados no exterior.
O Banco Central publicou uma resolução que amplia o acesso a contas em moeda estrangeira no Brasil. A medida entra em vigor em 1º de outubro e faz parte do avanço regulatório do Marco Legal do Câmbio. Não altera obrigações de negociações domésticas em reais nem o câmbio em si.
Com a mudança, mais pessoas e empresas poderão abrir e manter saldos em dólar, euro ou outras moedas. O objetivo é facilitar operações com o exterior, melhorar a gestão de recursos e reduzir a necessidade de conversões frequentes.
A decisão não muda a obrigatoriedade de negociar em reais dentro do país. O BC indica que o acesso a saldos estrangeiros pode fortalecer a competitividade de empresas que atuam no mercado internacional e atrair serviços financeiros hoje prestados no exterior.
Quem ganha com a mudança
A ampliação atinge setores com relação frequente ao mercado externo, incluindo investidores estrangeiros e intermediários que operam em moedas diferentes das nacionais. Além disso, empresas com atuação internacional ganham contabilidade em moeda estrangeira sem mobilizar o câmbio mensal.
Antes, o regime já permitia contas em moeda estrangeira para um conjunto específico de famílias e negócios. A atualização estende a lista para exportadores, companhias com sócio estrangeiro e entidades credoras ou com participação de capital estrangeiro.
Detalhes operacionais
A resolução de 2022 já definia quem poderia ter contas em moeda estrangeira. A nova norma amplia a carteira de beneficiários, incluindo exportadores de bens, empresas com participação estrangeira e instituições que atuam no câmbio.
Segundo o BC, a flexibilização visa facilitar operações com o exterior, manter saldo estrangeiro no sistema financeiro nacional e reduzir custos de conversão para reais. A ação não altera cotações nem regras de câmbio entre reais e moedas.
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