- Futuros do EuroStoxx 50 caem 0,5% e o petróleo recua; hoje os mercados não contarão com a abertura de Wall Street, que está fechado por feriado.
- Japão e Coreia do Sul atingem novos máximos, com pressão menor sobre preços do petróleo; Brent fica em 79,03 dólares o barril, queda de 9,5% na semana.
- Dólar dispara, aproximando-se de seu maior nível em 13 meses frente a várias moedas; Fed pode manter tom agressivo, elevando expectativas de novas altas de juros; o iene atinge o menor desde há dois anos.
- Mercados asiáticos sobem, mas as bolsas europeias recuam; China continental e Hong Kong estão fechadas por festival; Ibex acima de 19.400 pontos, com ganho semanal.
- Especulações sobre governança do estreito de Ormuz: Irã e Omã liderariam a gestão, com possibilidade de tarifas de serviço marítimo; analistas ressaltam riscos para o livre tráfego de petróleo.
As bolsas europeias devem abrir em baixa nesta sexta-feira, com o EuroStoxx 50 futuro recuando cerca de 0,5%. O petróleo também opera em baixa, conforme os mercados ignoram Wall Street, fechada por feriado.
O recuo ocorre mesmo após ganhos na Ásia, onde o Nikkei atingiu novo fechamento recorde por quinta sessão, e Coreia do Sul avançou 3,1% na semana. Enquanto isso, China continental, Hong Kong e Taiwan estão em feriado.
Mercados observam queda da demanda por ativos de risco diante da expectativa de aperto monetário nos EUA e do fraco impulso da recuperação da inflação. O dólar segue forte, pressionando moedas emergentes.
Na Europa, o Ibex teve alta semanal de 3,4% até ontem, mas os futuros europeus recuam hoje. O petróleo Brent cai cerca de 1%, para 79,03 dólares o barril, com queda semanal de quase 9,5%.
A ligação entre política externa e petróleo pesa no humor do mercado. Após EUA levantarem bloqueio a Irã, navios têm voltado ao Estreito de Ormuz, reduzindo pressões sobre o preço do petróleo, mas elevando incertezas sobre o fluxo futuro.
No cenário de câmbio, a libra esterlina recua 0,1%, para 1,3195 dólares, após o BC britânico manter as taxas inalteradas por votaçao de 7 a 2. Analistas destacam leitura de aguçamento das expectativas de política monetária nos EUA.
Para investidores, a semana segue com volatilidade e foco em dados de inflação e na postura do Federal Reserve. Analistas destacam que o mercado esperava menos agressividade monetária após a última reunião.
O petróleo opera como barómetro da reabertura do Estreito de Ormuz, enquanto o dólar mantém sustentação diante de revisões de juros. Nível de risco permanece elevado, com impactos variados por região e setor.
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