- Anea revisou para cima a projeção de exportação de algodão do Brasil para 2026, para 3,36 milhões de toneladas.
- Embarques do primeiro semestre atingiram 1,83 milhão de toneladas, recorde histórico para o período.
- Estoques de passagem caíram para 708 mil toneladas em junho; estoque final projetado para 2026 é de 2,794 milhões de toneladas.
- Produção da safra 2025/26 deve chegar a 4,006 milhões de toneladas, a segunda maior da história.
- Para a temporada 2026/27, a Anea elevou a projeção de produção para 3,96 milhões de toneladas; exportações do ano seguinte ainda não estão consolidadas.
O Brasil deverá registrar exportação recorde de algodão em 2026, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). O primeiro semestre apresenta desempenho histórico, levando a revisão para cima das estimativas.
As exportações do período janeiro a junho somam 1,83 milhão de toneladas, ante 1,6 milhão projetado. Anea considerou o desempenho de junho, ainda sem completar, como fator crucial para a revisão.
Principais destinos do algodão brasileiro entre janeiro e maio incluem China, Bangladesh, Paquistão, Turquia, Vietnã e Índia, segundo dados governamentais.
Projeções e desempenho
A previsão total de exportações para 2026 subiu para 3,36 milhões de toneladas, acima de 3,21 milhões calculados anteriormente. O segundo semestre foi ajustado para cerca de 1,557 milhão de toneladas.
Mesmo com a alta de embarques, os estoques de passagem caíram. A projeção para o fim de junho ficou em 708 mil toneladas, frente a 934 mil estimadas anteriormente.
Para o fim de 2026, o estoque final está estimado em 2,794 milhões de toneladas, um leve recuo frente à estimativa anterior de 2,91 milhões.
Safras e perspectivas
Anea elevou a produção da safra 2025/26 para 4,006 milhões de toneladas, ante 3,955 milhões estimadas em abril. Condições climáticas favoráveis contribuíram, sobretudo em Mato Grosso e Bahia.
Para a temporada 2026/27, a produção projetada passou a 3,96 milhões de toneladas, com apoio de preços mais atrativos e custos estáveis, segundo a entidade.
As exportações previstas para 2027 mantêm foco em algodão, ainda sob avaliação, com estimativa inicial de 1,667 milhão de toneladas no primeiro semestre e 1,563 milhão no segundo.
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