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Copa do Mundo e bolsas: queda no volume de negociações durante jogos

Volume de negociações cai durante os jogos da Copa do Mundo, com a América Latina sendo a região mais sensível e derrotas pesando mais no sentimento dos investidores

Os dados analisados, entre 1998 e 2022, revelam que o volume de negociação cai, principalmente nas regiões onde o futebol é muito popular.
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  • A Copa do Mundo atrai torcedores e costuma reduzir o volume de negociações no mercado de ações, especialmente quando as seleções jogam.
  • As quartas de final registraram a maior queda, em média 26% abaixo da média dos 30 dias anteriores.
  • A América Latina é a região mais sensível: o volume negociado cai em média 26% nos dias de jogo, maior queda entre as regiões analisadas.
  • Derrotas pesam mais no sentimento do mercado do que vitórias: quedas são mais marcantes, especialmente na América Latina.
  • No conjunto, o impacto agregado é limitado; condições econômicas e fundamentos continuam influenciando mais os mercados do que o torneio.

A Copa do Mundo altera o comportamento dos mercados. Uma análise da Bloomberg Intelligence mostra que o volume negociado em ações costuma cair quando as seleções nacionais entram em campo, com derrotas pesando mais no humor dos investidores do que vitórias.

Os dados abrangem partidas entre 1998 e 2022. Em média, o desempenho das bolsas fica próximo de zero após vitórias ou derrotas, mas o volume de negociação diminui de forma consistente, principalmente em fases decisivas.

A pesquisa aponta que a queda é mais evidente em regiões onde o futebol domina a atenção. As quartas de final registraram a maior redução, com queda média de 26% no volume diário.

O exemplo citado foi Brasil x Colômbia, em 2014, cuja negociação caiu para 72% da média recente. Em mercados ditos mais futebolizados, a queda foi de 16,5%, ante 11,6% em outros mercados.

Antes do torneio, mercados anfitriões registraram retorno médio de 17,8% nos 12 meses que antecederam a Copa, mas esse efeito diminuiu após o início do Mundial. Os ganhos seguintes ficaram próximos de zero.

América Latina é a região mais sensível

A América Latina aparece como a mais sensível aos impactos da Copa nos mercados. O volume negociado caiu em média 26% nos dias de jogo, superior a outras regiões.

Nas comunidades com tradição futbolística, as oscilações tendem a ser mais acentuadas. Entre as maiores altas, a Colômbia subiu 12,73% após vitória em 1998; a Argentina teve alta de 4,47% após a conquista de 2022.

A Bloomberg Intelligence alerta que muitos movimentos coincidiram com outros acontecimentos econômicos. Condições macro e fundamentos corporativos seguem como fatores relevantes.

Vitórias e derrotas: o peso do resultado

A análise mostra assimetria: vitórias quase não geram ganhos consistentes, enquanto derrotas associam recuos mais fortes. Em países apaixonados por futebol, retornos médios foram de 0,04% após vitórias e -0,27% após derrotas.

Na América Latina, vitórias renderam 0,06% e derrotas, -0,28%. A conclusão é que as derrotas pesam mais sobre o humor de mercado do que as vitórias elevam o otimismo.

Estudos anteriores apontam que derrotas costumam trazer retornos negativos no dia seguinte, especialmente em jogos de maior importância. Ainda assim, o impacto agregado permanece limitado, com investidores atentos a condições macro.

À medida que a Copa avança, o comportamento dos mercados seguirá sendo observado para entender se resultados difíceis deixam marcas mais profundas do que vitórias.

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