- O bloqueio do estreito de Ormuz elevou os preços do petróleo e derivados, pressionando a inflação em diversos países.
- A reabertura está prevista no acordo entre Estados Unidos e Irã, com um cessar-fogo de 60 dias para conclusão das negociações.
- Segundo o economista Ricardo Mello, os grandes reflexos da reabertura devem ocorrer no último trimestre de 2026 e ganhar força em 2027, com recuperação gradual da produção e ajuste dos estoques.
- O impacto mais intenso da inflação é esperado apenas em 2027, conforme a cadeia de suprimentos do petróleo se normaliza.
- Mello afirma que o mercado não está precificando a hipótese de o acordo fracassar e o estreito permanecer fechado por mais tempo.
O estreito de Ormuz ficou fechado após o bloqueio causado por tensões na região, o que elevou significativamente os preços do petróleo e de derivados. A reabertura está prevista no acordo entre Estados Unidos e Irã, que estabelece um cessar-fogo de 60 dias para avançar as negociações.
Segundo o economista Ricardo Mello, os grandes impactos dessa reabertura devem se tornar mais perceptíveis apenas no último trimestre deste ano, com força total em 2027. Ele destaca que, mesmo após a assinatura, leva tempo para a produção retomar, para que estoques reguladores se ajustem e para que a cadeia de fornecimento global se normalize.
Mello ressalta ainda que o mercado não está precificando com adequação a possibilidade de o acordo fracassar e o estreito permanecer fechado por mais tempo que o previsto. Essa situação ampliaria volatilidade e incerteza nos próximos meses.
Perspectivas de preços e impactos
A reabertura gradual da rota pode reduzir a pressão inflacionária apenas no fim de 2026, conforme a normalização da oferta. Enquanto isso, os efeitos iniciais devem ocorrer de forma desigual entre produtos com cadeias de suprimento mais curtas e mais longas.
O analista aponta que, com o passar dos meses, a recuperação da produção e dos estoques reguladores tende a reduzir os preços de commodities relacionadas ao petróleo. Em 2027, o cenário é favorável à normalização dos níveis de oferta global.
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