- A loja física da Shein na BHV Marais, em Paris, deve fechar após a venda do ponto para um grupo empresarial, com saída ideal até o Natal.
- A operação da BHV Marais classificou a presença da marca como um “erro estratégico” e o novo dono trabalha para retomar o espaço.
- A saída da Shein não impede planos da empresa de manter ações físicas em outras cidades da França, conforme contratos em andamento.
- A União Europeia abriu investigação contra a Shein em dezembro por possível venda de produtos ilegais e com problemas de rastreabilidade e rotulagem ambiental.
- França informou multas que já passam de 210 milhões de euros, em razão de questões de rastreabilidade, rotulagem ambiental e prazos de entrega.
A Shein deixará a loja física operada pela BHV Marais, em Paris. A loja, localizada no sexto andar de uma unidade tradicional no Marais, deve fechar após a venda do ponto comercial anunciada na terça-feira, 16, pela operadora SGM. A saída é ligada a um suposto “erro estratégico” na decisão de manter a marca na loja.
A SGM, que administra a BHV, informou que vendeu o espaço a um grupo empresarial. Segundo Frédéric Merlin, diretor da empresa, houve erros no processo e a venda faz parte de uh plano para retomar o controle com parceiros mais alinhados. Merlin mencionou a possibilidade de a Shein deixar o ponto até o Natal.
Apesar disso, a saída não encerrará a presença física da marca na França. Merlin afirmou que há compromissos contratuais com lojas fora de Paris que serão cumpridos até uma revisão de longo prazo. A ideia é manter expansão em outras cidades do país.
Reação local e impactos na BHV
A notícia gerou protestos na capital francesa, com críticas ao modelo de negócios da Shein, impactos ambientais e venda online de itens ilegais. A administração da BHV informou que cerca de 100 marcas deixaram a loja desde a chegada da marca chinesa.
Políticos e figuras da moda também se mobilizaram contra a presença da varejista. A experiência em Paris se tornou um ponto de tensão entre autoridades, comerciantes locais e a comunidade fashion.
Investigações e punições
Em dezembro, a União Europeia abriu apuração sobre a Shein, com suspeitas de venda de produtos ilegais na plataforma. A empresa retirou itens do marketplace e proibiu bonecas com aparência infantil, armas e certos medicamentos.
No começo do ano, autoridades francesas aplicaram multas que já ultrapassam 210 milhões de euros. As sanções — superiores a 210 milhões de euros — envolvem rastreabilidade de produtos, rotulagem ambiental e prazos de entrega.
Situção atual e próximos passos
A Shein informou que respeita a decisão da BHV e lamentou que a colaboração tenha ocorrido em meio a problemas preexistentes na unidade parisiense. A empresa afirmou que clientes enfrentaram obras de renovação em vários andares da loja.
A saída da BHV Marais marca um capítulo na estratégia da Shein na França, onde a empresa busca continuar expandindo fisicamente enquanto enfrenta críticas, investigações e multas. A data exata de encerramento ainda depende do processo de venda do espaço.
Entre na conversa da comunidade