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700 mil utilizam autoexclusão em apps de apostas

Setecentos mil usuários já recorreram à autoexclusão em plataformas de apostas, com bloqueio de acesso, suspensão de publicidade e prazos de um a doze meses ou indeterminado

Fonte: Reprodução
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  • Cerca de 700 mil pessoas já utilizaram a ferramenta de autoexclusão do governo para bloquear acesso a plataformas e aplicativos de apostas online, sendo removidas dos sistemas e deixando de receber publicidade do setor.
  • A ferramenta, lançada em dezembro, está disponível pelo portal gov.br e oferece um comprovante após a solicitação.
  • Os prazos vão de um, três, seis ou doze meses, ou indeterminado; no caso indeterminado, o CPF fica bloqueado para novos cadastros e para receber publicidade de apostas; não é possível reverter a decisão durante o período escolhido, e há até um mês para cancelamento se for indeterminado.
  • Entre os motivos informados pelos usuários estão decisão voluntária, dificuldades financeiras, recomendação de profissional de saúde, perda de controle sobre o jogo ou proteção de dados; também é possível optar por não declarar a razão.
  • Além do bloqueio, o sistema encaminha para apoio do SUS, incluindo o Meu SUS Digital e a Ouvidoria, e oferece teleatendimentos em saúde mental em parceria com o Hospital Sírio-Libanês dentro do Proadi-SUS.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta sexta-feira (19) que cerca de 700 mil pessoas já utilizaram a ferramenta de autoexclusão do governo para bloquear o acesso a plataformas e aplicativos de apostas online. Os usuários são removidos automaticamente dos sistemas das casas de apostas e deixam de receber publicidade do setor.

O serviço, lançado em dezembro do ano passado, está disponível no portal gov.br. Após a solicitação, o usuário recebe um comprovante de autoexclusão. O governo aponta a medida como uma estratégia para reduzir danos à saúde mental decorrentes do jogo, especialmente em casos de compulsão.

A ferramenta oferece períodos de exclusão de 1, 3, 6 ou 12 meses, ou a opção indeterminada. No modo por tempo indeterminado, o CPF fica bloqueado para novos cadastros e para recebimento de publicidade de apostas. Não é possível reverter a decisão durante o período escolhido.

Caso a opção seja pela exclusão por tempo indeterminado, há um prazo de até um mês para cancelamento. Durante o processo, o usuário pode informar os motivos da autoexclusão, como decisão voluntária, dificuldades financeiras, recomendação de profissional de saúde, perda de controle ou prevenção do uso de dados.

Ao confirmar os dados pessoais e aceitar os termos, o sistema segue com o bloqueio. Paralelamente, o serviço direciona os usuários a serviços de apoio do SUS, incluindo o Meu SUS Digital e a Ouvidoria do SUS.

Também há teleatendimentos em saúde mental voltados a casos de compulsão em jogos e apostas, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês por meio do Proadi-SUS. A oferta de suporte complementa o bloqueio para reduzir impactos da dependência.

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