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Crédito produtivo ou crédito de consumo: entenda a diferença para a sua saúde financeira

Crédito pode ser instrumento de renda: uso produtivo muda endividamento, mas exige planejamento para evitar bola de neve

Créditos: iStock/David Sacks
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  • Por Peic, cerca de oito em cada dez famílias brasileiras estão endividadas, e o crédito continua presente no orçamento.
  • Crédito de consumo e crédito produtivo podem se distinguir pelo uso: um bem financiado pode gerar renda se for utilizado para trabalho.
  • PayJoy aponta que 37,4% dos clientes utilizam smartphone financiado para fins profissionais, como vendas, atendimento ou gestão de pequenos negócios.
  • A demanda por crédito segue alta no país, com parte da população buscando ativos para ampliar a renda; há ainda dificuldades de acesso a linhas tradicionais de financiamento.
  • O risco de superendividamento aumenta quando não há avaliação da capacidade de pagamento e transparência nas condições; há exemplos de smartphones como ferramenta de geração de renda, como o caso de uma empreendedora no Ceará.

Com cerca de oito em cada dez famílias endividadas, o crédito segue presente na vida de milhões de brasileiros. Nem toda dívida impacta igual o orçamento, e a diferença pode depender de como o recurso é usado.

Cada vez mais empréstimos vão além do consumo pessoal para sustentar trabalho, pequenos negócios ou geração de renda. Levantamento da PayJoy indica que 37,4% dos clientes financiados usam smartphones para atividades profissionais, como vendas online e gestão de negócios.

Quando uma dívida vira investimento

Especialistas costumam dividir o crédito em duas categorias: consumo e produtivo. O primeiro atende a bens e serviços para uso pessoal; o segundo busca retorno financeiro ou aumento da capacidade de trabalho. O uso do recurso, não o produto financiado, é determinante.

Wagner Mendonça, Country Manager da PayJoy no Brasil, afirma que um smartphone pode ser bem de consumo para alguns, mas ferramenta produtiva para quem trabalha com vendas, entregas, apps de transporte ou gestão de negócios. A fronteira tem ficado mais tênue com a digitalização.

Por que a demanda por crédito continua crescendo?

Mesmo com endividamento elevado, a procura por crédito permanece alta. Parte dessa demanda visa manter o consumo, mas outra busca ampliar a renda. Mendonça prevê uso de crédito para adquirir ativos que elevem a produtividade e criem novas oportunidades.

Além disso, muitos brasileiros ainda enfrentam dificuldade de acessar linhas tradicionais de financiamento, o que amplia a busca por alternativas de crédito e inclusão financeira. A expansão do acesso precisa vir acompanhada de análise de capacidade de pagamento.

Risco e responsabilidade na inclusão financeira

O crescimento do crédito também gera preocupação com o superendividamento. A inclusão financeira fica sustentável quando há avaliação de capacidade de pagamento e transparência nas condições. Parcelas mal planejadas podem comprometer o orçamento.

Em cenários de juros altos, a falta de planejamento pode transformar uma solução em problema de longo prazo. A importância de entender custos totais, prazos e consequências de atraso é destacada por especialistas.

O smartphone como ferramenta de geração de renda

A transformação digital fortalece o papel do celular no trabalho. Cerca de 86% dos entrevistados pela PayJoy afirmam que o celular ajuda diretamente na renda, enquanto 60% veem o aparelho como ferramenta profissional. Casos práticos reforçam esse movimento.

Um exemplo citado ocorreu no Ceará, onde uma empreendedora usou o smartphone para capacitação, divulgação de produtos e gestão de uma cafeteria. A renda do negócio chegou a superar cinco vezes o salário anterior.

A evolução do crédito mostra que ele pode ser uma oportunidade quando direcionado com planejamento. Em meio ao endividamento presente, entender a diferença entre dívida de consumo e dívida produtiva pode impactar a saúde financeira de famílias.

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