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Empresas dos EUA dizem que Brasil é insubstituível e buscam barrar tarifa de 25%

Empresas americanas dizem que pedras brasileiras não têm substitutos e pressionam exclusão da tarifa de 25%; audiência pública ocorre em julho

Tarifa dos EUA contra Brasil é marcada por vaivém
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  • Proposta dos EUA é impor tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com audiência pública prevista para 6 de julho.
  • Empresas americanas, incluindo a GeoCentral de Ohio, pedem isenção para pedras semipreciosas brasileiras, alegando que não há fornecedores equivalentes.
  • Ao menos onze entidades e empresas pressionam o USTR, apontando que a tarifa aumentaria custos e reduziria a competitividade dos EUA.
  • O Brasil busca reverter a medida por via técnica e diplomática, com expectativa de decisão até 15 de julho.
  • A Amcham Brasil acompanha o processo e defende solução negociada, destacando a relação econômica estratégica entre Brasil e Estados Unidos.

O governo dos Estados Unidos avalia a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre uma carteira ampla de produtos brasileiros, o que pode impactar setores como mineração, madeira, construção e educação. A proposta ocorre em meio a uma investigação do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) e tramita com audiência pública marcada para 6 de julho.

Empresas americanas que dependem de insumos brasileiros já pressionam Washington para excluir pedras naturais do Brasil da lista de sobretaxas. A GeoCentral, atacadista de Mason, em Ohio, pediu ao USTR a isenção de pedras semipreciosas brasileiras, incluindo ametistas, ágatas e quartzos, usadas em itens de decoração e joalheria.

Representantes de pelo menos 11 organizações e companhias enviaram manifestações ao USTR, entre elas empresas de pisos, madeira, mármore e granito, além de associações setoriais. Em comum, alegam que não há substitutos equivalentes no mercado americano para muitos produtos brasileiros.

O que está em jogo e quem participa

De acordo com dados da GeoCentral, mais de 25% de seu portfólio é importado do Brasil, com destaque para materiais de Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Em entrevista ao g1, o CEO George White disse que o Brasil oferece qualidade e custo superiores.

White afirma que não existem alternativas equivalentes em outros países. A empresa já sofreu impactos de tarifas anteriores, incluindo reduções de investimentos e demissões, embora partes dos valores tenham sido restituídas por decisões judiciais.

A mobilização ocorre no contexto de uma investigação do USTR que aponta práticas brasileiras que afetam o comércio com os EUA. Conforme o processo avança, a audiência pública está prevista para 6 de julho, com a decisão final esperada até 15 de julho.

Perspectivas do Brasil e impactos econômicos

O Itamaraty alterna entre contestação técnica da investigação e negociações diplomáticas para evitar a sobretaxa. O governo brasileiro já apresentou manifestações formais e avalia novas contribuições durante o período de consultas.

Especialistas apontam que a tarifa pode encarecer projetos de construção nos EUA e elevar custos para serviços e consumidores. Entidades como a Amcham Brasil acompanham o tema e defendem uma solução baseada no diálogo entre Brasil e EUA.

A Amcham informa que participou da consulta pública e de audiência, e segue preparando nova manifestação ao USTR. Afirmam que o Brasil é fornecedor estratégico e que interrupções nas cadeias de suprimentos podem impactar investimentos e competitividade.

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