- Alan Greenspan morreu aos 100 anos nesta segunda-feira, 22, em casa, devido a complicações da doença de Parkinson; a informação foi confirmada pela esposa, Andrea Mitchell.
- Ex-presidente do Federal Reserve, ele comandou o banco central dos EUA por quase dezenove anos, em cinco mandatos e quatro presidências.
- Considerado uma referência da política monetária, Greenspan ficou conhecido por evitar aumentos agressivos de juros durante períodos de pressão inflacionária.
- Nascido em 6 de março de 1926, em Nova York, formou-se em economia pela Universidade de Nova York e iniciou a carreira no setor privado; teve proximidade com Ayn Rand.
- Defensor da independência do Fed, ele apoiou publicamente Jerome Powell e participou de debates sobre autonomia da instituição.
Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve, morreu aos 100 anos nesta segunda-feira (22), em sua residência. A família confirmou que a causa foi complicações associadas à doença de Parkinson.
A informação foi divulgada pela esposa, a jornalista Andrea Mitchell, com quem era casado há 29 anos. Mitchell disse que Greenspan faleceu pela manhã, em casa, e ressaltou que ele ajudou a moldar a economia americana por décadas.
Greenspan comandou o banco central dos EUA por quase 19 anos, em cinco mandatos. Durante esse período, exerceu quatro presidências e se tornou referência na política monetária do país.
Trajetória de Nova York ao Fed
Nascido em 6 de março de 1926, em Washington Heights, Nova York, Greenspan formou-se em economia pela Universidade de Nova York, com mestrado na mesma instituição. Iniciou a carreira no setor privado, ganhando espaço no mercado financeiro ainda jovem.
Nos anos 1950, aproximou-se de Ayn Rand, cujas ideias influenciaram parte de sua visão econômica. Em 1968, participou da campanha de Richard Nixon e, posteriormente, integrou o governo de Gerald Ford como chefe do Conselho de Assessores Econômicos.
Quase duas décadas à frente do Fed
Ao retornar ao setor privado no fim dos anos 1970, Greenspan foi nomeado presidente do Federal Reserve em 1987, pelo então presidente Ronald Reagan. Evitou aumentos agressivos de juros em períodos de inflação, sustentando o crescimento econômico.
Logo nos primeiros meses, enfrentou a crise da segunda-feira negra de 1987 e adotou medidas para mitigar seus efeitos. Nas décadas seguintes, defendeu que ganhos de produtividade ajudariam a conter a inflação.
Greenspan permaneceu à frente do Fed até 2006, sob os governos de Reagan, George H. W. Bush, Bill Clinton e George W. Bush. Sua gestão acompanhou o crescimento dos anos 1990, a expansão da internet, a globalização e eventos como o 11 de setembro.
Defesa da independência do banco central
Nos anos recentes, Greenspan participou de debates sobre a autonomia do Fed. Assinou uma carta que defendia a independência da instituição, reunindo nomes como Janet Yellen, Ben Bernanke e ex-secretários do Tesouro.
O documento ressaltou a importância de proteger o banco central de interferências políticas para evitar danos à economia americana. Greenspan também apoiou publicamente Jerome Powell em diferentes ocasiões.
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