- Alan Greenspan morreu aos 100 anos, segundo a esposa, com complicações de Parkinson.
- Foi presidente do Federal Reserve de 1987 a 2006, supervisionando o maior período de crescimento econômico estável das últimas gerações.
- Conhecido como uma figura central dos mercados e da política monetária, tinha forte influência, evitando entrevistas públicas durante o mandato.
- Críticos atribuem a política de juros baixos após o 11 de setembro a contribuições para bolhas no mercado e para a crise de 2008.
- Nascido em Nova York em 6 de março de 1926, teve trajetória que incluiu estudos na New York University, passagem pelo JP Morgan e reconhecimento internacional.
Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve, morreu aos 100 anos, informou sua esposa. A causa foi complicações da doença de Parkinson, segundo Andrea Mitchell, correspondente da NBC News.
Greenspan comandou o Fed entre 1987 e 2006, período de longa expansão econômica nos EUA. Foi aliado de governos de diferentes siglas e ficou conhecido pela gestão que moldou grande parte da economia americana nas últimas décadas.
Nascido em Nova York, em 6 de março de 1926, Greenspan foi músico antes de seguir a economia. Estudou no Juilliard e tocou clarinete, antes de ingressar na NYU aos 19 anos e seguir carreira de economista.
Trajetória e influências
Ao longo da carreira, consolidou-se como uma referência de política monetária, com forte defesa do livre mercado. Ignorou pedidos de entrevistas durante o Fed, mantendo o foco nos instrumentos de política econômica.
A atuação dele foi marcada por decisões cruciais, como cortes de juros após ataques de 11 de setembro de 2001. Também orientou políticas que buscam responder a crises com rapidez na resposta macroeconômica.
Greenspan foi alvo de críticas por atribuir a baixos níveis de regulação uma parte de crises financeiras. Críticos destacam a ligação entre juros baixos e a bolha da década de 1990, além da crise de crédito de 2008.
Em 2008, reconheceu em testemunho ao Congresso ter confiado demais no livre mercado e admitiu falhas na autoregulação do sistema financeiro. Disse ter ficado angustiado ao perceber os riscos não percebidos.
Ao longo da carreira, recebeu a Medalha da Liberdade e recebeu honrarias, como um título honorário britânico. Mantinha atuação como advisor econômico mesmo já próximo aos 100 anos.
Vida pessoal e legado
Casou-se com Andrea Mitchell em 1997. Meses depois, o mundo viu movimentos globais que favoreceram o reequilíbrio econômico, incluindo mudanças no cenário mundial. Em momentos de crítica, Greenspan permaneceu como referência para muitos analistas.
Mesmo após a saída do Fed, o economista continuou a influenciar debates, chegando a alertar sobre políticas de juros no governo atual. A trajetória dele fica marcada pela longevidade no poder econômico e por debates sobre regulação e estabilidade financeira.
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