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Copasa poderá universalizar serviços com Equatorial, diz CEO

Equatorial pode assumir controle da Copasa após aprovação do Cade; acordo estabelece travas de venda e metas de universalização de água e esgoto

A presidente da Copasa, Marília Carvalho de Melo
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  • A privatização da Copasa foi concluída e a entrada da Equatorial depende da aprovação do Cade; após a operação, a Equatorial poderá deter 30% da Copasa e participar da diretoria.
  • A Equatorial já é acionista de referência da Sabesp e passou a ser acionista de referência da Copasa, com proposta única de compra de 30% da mineira.
  • Há um acordo de travas que impede venda de ações por quatro anos, e a Equatorial deverá manter ao menos 50% das ações adquiridas até 2033, sujeito ao cumprimento de metas de universalização.
  • O governo de Minas mantém uma golden share com poder de veto em decisões específicas, além de manter 5% de participação para acompanhamento da estatal.
  • A Copasa pretende ampliar investimentos para universalizar água e esgoto, com previsão de cerca de R$ 3 bilhões neste ano, ante R$ 2,9 bilhões no ano anterior, conforme estratégia de acesso universal até 2033.

A Copasa, companhia de saneamento de Minas Gerais, tende a ampliar seus investimentos com a parceria da Equatorial, conforme afirmou Marília Carvalho de Melo, presidente da estatal, à Folha. A executiva sustentou que a experiência do grupo paulista em energia e serviços públicos pode acelerar a universalização de água e esgoto no estado.

A Equatorial tornou-se acionista de referência da Sabesp e, recentemente, passou a mirar a Copasa com uma proposta para comprar 30% da companhia mineira. A mudança ocorre após a desestatização da Copasa, concluída na última terça-feira, com a liquidação das ações na B3.

Proposta e condições

A privatização depende da aprovação do Cade, informou Melo. A Copasa afirma que a Equatorial poderá assumir sua participação somente após esse aval, abrindo caminho para eventuais mudanças na diretoria.

Antes da desestatização, o governo de Minas detinha 50,3% das ações; a participação caiu para pouco mais de 5% com a venda. O estado manterá uma golden share, assegurando veto em decisões específicas como nomeação de sede ou mudança de nome.

A Equatorial firmou um acordo de trava de venda por quatro anos e deverá manter participação mínima de 50% até 2033, ou até cumprir metas de universalização de água e esgoto. O investimento da oferta foi de cerca de R$ 5,5 bilhões, com preço por ação de aproximadamente R$ 49,03.

Melo destacou que a Copasa tem avançado em investimentos, registrando R$ 2,9 bilhões no ano anterior e previsão de R$ 3 bilhões para este ano. A executiva também mencionou que, durante o roadshow, foram realizadas 359 reuniões com 229 instituições financeiras, nacionais e internacionais.

O governo mineiro ressaltou que a operação não envolve apenas aporte financeiro, mas também fortalecimento da capacidade de gestão. A proposta da Equatorial surge em um momento em que a meta do Novo Marco do Saneamento prevê alta cobertura de água tratada e esgoto até 2033.

A Copasa, criada em 1963, já operava com capital aberto desde 2003. O desinvestimento envolve ajustes na governança, mantendo participação governamental para acompanhar políticas públicas, sem prejudicar a busca por investimentos e melhoria dos serviços.

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