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ETF CHIP11 avança 116% em 12 meses e detalha tese de investimento

CHIP11 sobe 116% em doze meses, oferecendo acesso diversificado à cadeia de semicondutores impulsionada pela IA e demanda por memória e data centers

A Bosch decidiu antecipar em 6 meses a inauguração de uma fábrica de semicondutores na Alemanha
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  • CHIP11 é um ETF listado na B3 que busca replicar o MVIS US Listed Semiconductor 25 Index, que reúne as 25 maiores e mais líquidas empresas globais de semicondutores listadas nas bolsas americanas.
  • O fundo oferece acesso a uma cesta diversificada de companhias do setor, com critérios que exigem pelo menos 50% das receitas relacionadas a semicondutores e limite máximo de 20% por posição.
  • A tese vai além das megaempresas: chips são usados em data centers, automação, smartphones, infraestrutura de conectividade e outras aplicações, fortalecendo diversos vetores de crescimento no setor.
  • O CHIP11 teve desempenho destacado em maio, com alta de 20,2%, apoiado por resultados acima do esperado de Dell, SK Hynix e Samsung e pelo impulso da demanda por memória e infraestrutura para IA.
  • Mesmo com o recente bom desempenho, investidores devem considerar a volatilidade do setor e o fato de rentabilidade passada não garantir ganhos futuros, ainda que o ETF ofereça exposição diversificada ao tema.

O CHIP11 é um ETF listado na B3 que busca replicar o desempenho do MVIS US Listed Semiconductor 25 Index, composto pelas 25 maiores e mais líquidas empresas da indústria global de semicondutores listadas nas bolsas americanas. Ao comprar uma cota, o investidor brasileiro fica exposto a uma cesta de empresas ligadas à produção de chips e aos equipamentos usados na fabricação.

Para compor a carteira, as empresas devem ter pelo menos 50% das receitas relacionadas à indústria de semicondutores e nenhuma posição pode superar 20% do portfólio, segundo a gestora Investo. A ideia é oferecer exposição setorial sem depender de uma única companhia.

Por que os semicondutores estão em evidência?

A demanda por capacidade computacional cresce com a expansão da inteligência artificial, exigindo data centers mais robustos e processadores de alto desempenho. Isso amplia o interesse por diferentes elos da cadeia de semicondutores, não apenas pelas gigantes da tecnologia.

A Micron Technology, por exemplo, ultrapassou US$ 1 trilhão em valor de mercado após valorização das ações. A empresa atua na memória HBM, essencial para IA de ponta, e o desempenho recente sinaliza expansão do mercado de memória para IA e data centers.

Desempenho recente e fatores impulsionadores

Em maio, o CHIP11 registrou valorização de 20,2%, segundo a Investo. O movimento refletiu resultados acima das expectativas de Dell, SK Hynix e Samsung, fortalecendo a percepção de demanda contínua por memória e infraestrutura de IA.

Além disso, houve fluxo de capitais relacionado ao trade de IA, com maior interesse em ações de tecnologia em Coreia do Sul e Taiwan. Esse dinamismo ajudou a explicar a divergência entre mercados globais e a bolsa brasileira.

Considerações para o investidor

Rentabilidade passada não garante retornos futuros. O setor de semicondutores costuma apresentar elevada volatilidade, influenciado por ciclos econômicos, inovações, disputas geopolíticas e expectativas sobre IA. ETFs como o CHIP11 aparecem como forma de exposição diversificada ao tema.

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