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Europa acelera mineração de minerais críticos em áreas secas, alerta ambiental

Comissão Europeia acelera minas de minerais estratégicos em regiões com estresse hídrico, elevando preocupações ambientais e o licenciamento ágil desses projetos

Minerais críticos — Foto: Gil Leonardi/Agência Minas
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  • União Europeia acelera minas de minerais críticos e RN: revisa a Diretiva-Quadro da Água para facilitar licenças e ampliar o acesso a minerais estratégicos.
  • Análise da Watershed Investigations, com dados da Nasa, mostra que mais da metade de 33 minas classificadas como estratégicas fica em áreas com redução de água nas últimas duas décadas.
  • Quase metade dos projetos fica em regiões com seca nos últimos três meses; um quarto está em áreas sob estresse hídrico. Espanha, Portugal e Grécia concentram parte desses empreendimentos.
  • A iniciativa busca reduzir dependência da UE de matérias-primas essenciais, com 47 projetos (33 minas) aprovados para acelerar licenças e potencial apoio político e financeiro.
  • Ambientalistas contestam a decisão; a Euromines afirma que não há licença para poluir e defende ampliar prazos, revisar regras de proteção e aumentar segurança jurídica para projetos industriais.

A União Europeia acelera a mineração de minerais críticos em seu território, apontando como prioridade a redução da dependência de importações. A medida visa destravar projetos estratégicos para a transição energética, mas gera preocupação em regiões com escassa disponibilidade de água.

Mais da metade das 33 minas novas ou em expansão classificadas como estratégicas está em áreas com redução de água registrada nas últimas duas décadas, segundo dados de satélites da Nasa. Quase a metade fica em regiões com seca nos últimos três meses.

Além disso, um quarto dos projetos está em áreas oficialmente sob estresse hídrico. A análise foi realizada pela organização Watershed Investigations e divulgada em conjunto com o The Guardian. O foco está na água utilizada para processamento, controle de poeira e gestão de resíduos.

A Comissão Europeia estuda revisar a Diretiva-Quadro da Água para facilitar licenciamento. O objetivo é eliminar gargalos e ampliar o acesso a minerais estratégicos para a economia do bloco, mantendo, em tese, padrões de proteção ambiental.

Entre os casos citados, seis minas planejadas na Espanha ficam em áreas de elevado estresse hídrico. Outros empreendimentos estão em Portugal e na Grécia, três países com histórico de escassez. A Espanha, Portugal e a Grécia concentram grande parte das restrições hídricas na UE.

A demanda por minerais críticos cresce com investimentos em inteligência artificial, veículos elétricos e energia renovável. Fontes indicam que o consumo global de grafite, lítio e cobalto pode aumentar expressivamente até 2030 e além.

A iniciativa também enfrenta resistência de grupos ambientais. Ecologistas en Acción contesta o status estratégico para as minas espanholas, apontando riscos aos recursos hídricos, à biodiversidade e a áreas protegidas. A entidade exige avaliação mais rigorosa.

A Euromines, que representa o setor, defende mudanças regulatórias para ampliar prazos e esclarecer regras. A entidade afirma que a proposta não autoriza poluição, mas pede segurança jurídica para projetos industriais.

Grupos ambientalistas ressaltam que alterações podem reduzir proteções ambientais. Já a Euromines afirma que o objetivo é justamente equilibrar desenvolvimento with proteção, evitando interpretações extremas.

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