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Ibovespa sobe 1,21% com dólar em queda e alívio externo

Ibovespa sobe 1,21% com dólar em queda, impulsionado por alívio externo e valorização de ações de consumo, construção e setores sensíveis aos juros

Ibovespa (Foto: Canva)
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  • O Ibovespa fechou em alta de 1,21%, aos 170.370,38 pontos, com volatilidade entre 168.326,26 e 170.749,76 pontos.
  • O dólar caiu 0,56%, encerrando em R$ 5,137, após sessão mais calma e sem driver específico de pressão.
  • O avanço foi apoiado por ações ligadas ao consumo, à construção civil e a setores sensíveis aos juros, além de fluxo estrangeiro mais positivo.
  • Fatores externos contribuíram: alívio geopolítico entre Estados Unidos e Irã e redução de preços do petróleo, que ajudaram a melhorar o apetite por risco.
  • Destaques de valorização incluíram AZZA3, YDUQ3, CSMG3, TIMS3 e CSAN3; entre as maiores quedas, SUZB3 liderou com recuo.

O Ibovespa fechou em alta de 1,21% nesta segunda-feira, aos 170.370,38 pontos. O dia teve queda do dólar e viés positivo em ações ligadas ao consumo, à construção civil e a setores sensíveis aos juros. O índice oscillou entre 168.326,26 e 170.749,76 pontos, com volume financeiro de 23,9 bilhões de reais.

O movimentos ocorreu diante de sinais de alívio nas tensões geopolíticas entre EUA e Irã, que reduziram a pressão sobre os preços do petróleo e favoreceram o apetite por risco. Analistas destacam ainda o efeito de dados locais e de uma leitura sobre o cenário político.

Na visão de Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, a alta começou tecnicamente após quedas recentes, com compras de estrangeiros atuando como suporte. Ele aponta que a evolução das negociações EUA-Irã e a leitura de pesquisa Datafolha influenciaram a percepção de juros e câmbio.

Dólar recua

O dólar comercial fechou em queda de 0,56%, cotado a 5,137 reais. A sessão trouxe variação entre 5,123 e 5,160 reais, sem um driver único definido, segundo avaliações de gestores.

Bruno Yamashita, da Avenue, ressalta que a sessão foi mais calma, com o câmbio reagindo a decisões de política monetária no Brasil e nos EUA. Ele espera maior volatilidade conforme novos dados de inflação e atividade econômica sejam divulgados.

Entre os maiores ganhos do Ibovespa, AZZA3 liderou com alta de 11,67% e fechamento em 19,61 reais, impulsionada pela possibilidade de venda da Farm. Também tiveram ganhos expressivos YDUQ3, CSMG3, TIMS3 e CSAN3.

Contribuíram para o avanço setores de construção, varejo alimentar e bancos. CURY3, DIRR3, TEND3, EZTC3 e MRVE3 apareceram entre os ganhadores, enquanto ações de varejo alimentar apresentaram desempenho misto.

Maiores quedas

Entre as maiores perdas, SUZB3 caiu 2,27%, seguida por KLBN11, SLCE3, CXSE3 e EMBJ3. A leitura aponta pressão de exportadoras diante da valorização do real. No setor de frigoríficos, BEEF3 e MBRF3 tiveram queda modesta.

No varejo de vestuário, CEAB3 teve queda de 0,20%. Bancos e ações ligadas a juros ficaram entre as altas, destacando-se BTG, Itaú e utilities como AXIA3 e CPLE3.

Contexto externo e juros

Nos EUA, índices encerraram com distribuição heteroĝênea: Dow Jones subiu, enquanto S&P 500 e Nasdaq recuaram. O mercado citou realização de lucros e rotação setorial, com apoio indireto de notícias sobre negociações internacionais.

O Brent subiu acima de 77 dólares o barril, enquanto o WTI caiu em torno de 74,8 dólares, refletindo volatilidade no mercado de energia. As perspectivas de política monetária local e global seguem no radar de investidores.

As taxas de juros permanecem no centro do cenário, com expectativas de maior atrito fiscal e eleitoral. Analistas destacam o papel de eventos macro e políticos na formação de cenários de risco, impactos cambiais e diretrizes de investimento.

Investidores acompanham, ainda, próximos dados de inflação e atividade nos EUA, bem como desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio, para orientar movimentos no mercado brasileiro e internacional.

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