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Maior fundo imobiliário do País busca captar até R$ 1,25 bi com juros de 14,25%

Juros em 14,25% e maior fundo imobiliário do país mira captação de até R$ 1,25 bi na 12ª emissão de cotas para acelerar compras de CRIs

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  • Maxi Renda, da XP, aprovou a 12ª emissão de cotas, com captação de até R$ 1,25 bilhão (inicial de R$ 1 bilhão, mais 25%).
  • A operação ocorre em meio a a taxa Selic em 14,25% ao ano; o Copom sinalizou manter juros elevados diante da inflação.
  • O MXRF11 tem patrimônio líquido de R$ 4,32 bilhões e carteira com 89 operações, totalizando cerca de R$ 3,25 bilhões em CRIs ao fim de março.
  • O portfólio é diversificado: shoppings, galpões logísticos, residenciais e crédito corporativo; devedores incluem ArcelorMittal, CSN, MRV, Tecnisa e Helbor.
  • Em março, o fundo apresentou rendimento abaixo de 100% do CDI e já sinalizou redução de dividendos; a emissão representaria aproximadamente 23% do patrimônio líquido.

O maior fundo imobiliário de recebíveis do Brasil aprovou a 12ª emissão de cotas. O Maxi Renda (MXRF11) pode captar até 1,25 bilhão de reais, com primeira tranche de 1 bilhão e um lote adicional de 25%. A decisão ocorreu em meio a juros de 14,25% ao ano.

A captação ocorre quando o Copom sinaliza manutenção da taxa elevada diante da inflação. O MXRF11 tem patrimônio líquido de aproximadamente 4,32 bilhões de reais e investe principalmente em CRIs. A carteira soma 89 operações com valor de mercado de 3,25 bilhões de reais ao fim de março.

A gestão do fundo ressalta diversificação de ativos, que inclui shoppings, galpões logísticos, residenciais e crédito corporativo. Devedores vão desde grandes nomes industriais até incorporadoras nacionais, como ArcelorMittal, CSN, MRV, Tecnisa e Helbor.

Apesar da volatilidade do crédito privado no primeiro trimestre, com reestruturações e pedidos de recuperação, o MXRF11 aponta cinco operações em estresse e outras duas em alerta sob monitoramento intensivo.

A gestora aponta oportunidades. Em locais de mercado com menor concorrência, o fundo pretende acelerar aquisições de CRIs já no mercado primário, apoiando o caixa com a captação anunciada.

A estratégia histórica do MXRF11 envolve manter distribuições estáveis, em torno de 0,10 real por cota mensal, com dividend yield próximo de 1% ao mês. A nova emissão representa cerca de 23% do patrimônio líquido atual.

O anúncio não fixa preço por cota, calendário ou estrutura de distribuição. Esses elementos dependerão das condições de mercado e da aprovação definitiva pelos cotistas.

O MXRF11 opera na B3, com cotas negociadas ao redor de 9,70 reais. No último ano, a valorização das cotas girou em torno de 3,3%, refletindo o movimento do segmento de recebíveis imobiliários.

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