- O Banco Central do Brasil disse que o andamento do aperto/outro corte dependerá de novos dados, diante de riscos de alta para a inflação.
- Em ata de 17 de junho, a diretoria discutiu caminhos de política monetária diferentes do que o mercado precificava.
- Esses caminhos buscariam devolver a inflação à meta dentro do horizonte de política, até o quarto trimestre de 2027.
- Na última reunião, o colegiado reduziu a Selic em um quarto de ponto, para 14,25%.
- As decisões foram presididas por Gabriel Galípolo.
O Banco Central do Brasil informou que o ritmo de afrouxamento da política monetária dependerá de novas informações. A instituição destacou que os riscos de inflação permanecem inclinados para cima.
Em ata publicada após a reunião de junho, o colegiado afirmou que avaliou caminhos alternativos para a taxa Selic que não estavam refletidos nas expectativas do mercado. Esses cenários buscariam trazer a inflação de volta à meta dentro do horizonte de política atual, que vai até o quarto trimestre de 2027.
Na reunião anterior, o banco reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25%. Os dirigentes, liderados por Gabriel Galípolo, ressaltaram que novas informações podem alterar o ritmo e o tamanho de futuras decisões de política monetária.
Contexto e próximos passos
O BC mencionou que continuará monitorando indicadores de inflação, atividade econômica e condições financeiras. A comunicação indica cuidado com a trajetória da inflação, sem sinalizar pressa para novas mudanças na taxa básica neste momento.
Segundo a ata, a instituição mantém o compromisso de corresponder o aperto ou afrouxamento às informações disponíveis. A agenda de divulgação de dados econômicos relevantes deverá orientar as próximas decisões do comitê.
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