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Banco Digimais, alvo de operação da PF, sob investigação

Operação Miragem aponta fraude contábil no Banco Digimais, com venda em avaliação e aprovação regulatória em foco, diante da resposta da instituição

A operação Miragem investiga um esquema de fraude conduzido pela gestão do Banco Digimais
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  • A Polícia federal investiga, na operação Miragem, um possível esquema de fraude envolvendo a gestão do Banco Digimais, com acusações de manipulação de demonstrativos contábeis para ocultar a real situação financeira.
  • O BTG Pactual anunciou, em 8 de abril, acordo de intenção de compra do Digimais, com objetivo de estabelecer valor de referência para venda em processo competitivo, sujeito à aprovação do Banco Central e do Cade.
  • Em janeiro de 2025, o empresário Maurício Quadrado chegou a anunciar a aquisição do Digimais por R$ 800 milhões, mas o negócio foi cancelado.
  • O Digimais diz ter mais de 145 mil clientes e mais de 150 funcionários; informou lucro líquido de R$ 31 milhões em 31 de dezembro de 2025 e caixa equivalente a 2,7 vezes o patrimônio líquido, com aplicação em títulos públicos federais.
  • Em maio, a instituição negou irregularidades contábeis, classificando as acusações como infundadas; nota publicada no Instagram segue em exibição, e o Poder360 tenta contato para posicionamento.

O Banco Digimais, instituição digital criada em 2020 a partir da reestruturação do antigo Banco Renner, enfrenta investigação da Polícia Federal. A operação Miragem apura um esquema de fraude relacionado à gestão da instituição e envolve supostas manipulações contábeis para ocultar a real situação financeira.

Segundo a PF, os interrogados teriam utilizado relatórios do Banco Central para maquiar demonstrativos contábeis e registros regulatórios. O objetivo seria apresentar solvência perante autoridades de fiscalização e viabilizar operações possivelmente irregulares.

Em abril, o BTG Pactual informou ter fechado um acordo de intenção de compra do Digimais, com o objetivo de definir o valor de referência para a alienação das ações em processo competitivo. A conclusão dependia de aprovações regulatórias do BC e do Cade, entre outros fatores.

Em 2025, o empresário Maurício Quadrado anunciou a aquisição do banco por meio de uma injeção de 800 milhões de reais. O negócio, porém, foi cancelado. O Digimais teve controle total assumido pelo empresário em 2020, mantendo Edir Macedo como acionista minoritário desde 2009.

O Digimais aponta, em seu site, mais de 145 mil clientes e mais de 150 funcionários. Em 31 de dezembro de 2025, a instituição informou lucro líquido de 31 milhões de reais. A instituição também destacou liquidez robusta, com caixa equivalente a 2,7 vezes o patrimônio líquido, investido em títulos públicos com liquidez diária.

Em maio, o banco divulgou nota negando irregularidades contábeis e alegando que as acusações eram inverídicas, classificando-as como tentativa de dano à imagem. A mensagem permanece em janela pop-up na página inicial.

A reportagem entrou em contato com o banco, mas não obteve resposta por telefone ou e-mail. Foi feito pedido de posicionamento pela Ouvidoria, e o Poder360 continua buscando manifestações oficiais para esclarecer o assunto.

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