- Rafael Oliveira, brasileiro, será o novo CEO da Heineken, com mandato de quatro anos a partir de 1º de outubro, sendo o primeiro executivo de fora da operação a assumir o cargo.
- Oliveira vinha atuando como CEO da JDE Peet’s desde novembro de 2024, empresa de cafés e chás, e comandará a Global Coffee Co. após a fusão com a Keurig Dr Pepper.
- A nomeação marca o segundo CEO não holandês a liderar o grupo Heineken e ocorreu em meio a pressão de acionistas por maior inovação e disciplina de execução.
- A Heineken enfrenta queda de receita em 2025, de € 34,2 bilhões, com recuo de 1,2% no volume de cerveja e queda maior na Europa (3,4%), em meio a menor interesse dos consumidores pela cerveja.
- A empresa planeja cortar 7% do quadro global nos próximos dois anos e reduzir custos por meio de fusões e consolidações de operações, incluindo back office em mercados menores.
O grupo Heineken anunciou a nomeação de Rafael Oliveira como novo chefe executivo, em um movimento histórico para a empresa. O brasileiro assume o cargo em 1º de outubro, por um mandato de quatro anos, tornando-se o primeiro CEO vindo de fora da operação e o segundo não-holandês a liderar o grupo.
Oliveira chega da JDE Peet’s, empresa de cafés e chás, onde atuava como CEO desde novembro de 2024. A JDE Peet’s foi adquirida pela Keurig Dr Pepper em 2025, resultando na criação de um dos maiores grupos de café do mundo com marcas como Pilão, Café Pelé e Caboclo.
A Heineken destacou a trajetória internacional do executivo, incluindo passagens pela Kraft Heinz e pelo Goldman Sachs, entre outros. A decisão foi anunciada após um processo de seleção global conduzido pelo conselho da empresa, controlado pela família holandesa que comanda a operação.
Perfil de Rafael Oliveira
A escolha ocorreu em meio a pressões internas por inovação na gestão. Oliveira possui dupla nacionalidade (brasileira e britânica) e é conhecido por traduzir estratégia em execução com disciplina, segundo o board da Heineken. O anúncio reforça que a liderança terá foco em gestão de portfólio e capital.
O contexto envolve a queda de receita da Heineken em 2025, que caiu para aproximadamente € 34,2 bilhões, com recuo de 1,2% no volume de cervejas. Na Europa, a retração chegou a 3,4%, impactando a estratégia de crescimento da empresa.
A direção da Heineken pretende, ainda, reduzir custos e otimizar operações. Planos incluem corte de cerca de 7% da força global nos próximos dois anos e a consolidação de fábricas na Europa, além da fusão de operações de back office em mercados menores.
Visão de mercado e desdobramentos
Analistas veem a nomeação como indicativo de uma busca por disciplina de execução e revisões de portfólio. O financeiro aponta que Oliveira pode trazer experiência em mercados globais para enfrentar o desaquecimento da demanda por cerveja.
As ações da Heineken estavam em alta na bolsa de Amsterdã após o anúncio, refletindo expectativa de continuidade da estratégia existente com ajustes na gestão de capital. A avaliação de mercado acompanha a percepção de que a liderança externa pode oferecer nova visão para o grupo.
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