- O BTG deve desistir da compra do Digimais após a operação da Polícia Federal.
- A transação estava paralisada e dependia de uma injeção de capital do Fundo Garantidor de Crédito, que não deve mais ocorrer.
- A negociação nunca foi assinada e ficou apenas no campo de tratativas entre as partes.
- A PF deflagrou a operação Miragem contra suspeitas de fraudes no Digimais, com bloqueio de R$ 670 milhões autorizados pela Justiça.
- A investigação aponta que o banco pode ter usado fundos de investimentos para maquiar um rombo bilionário; o Digimais não respondeu.
O BTG deve desistir da compra do Digimais após a operação da Polícia Federal envolvendo o banco ligado ao bispo Edir Macedo. A PF deflagrou nesta terça-feira a Operação Miragem, com bloqueio de 670 milhões de reais de investigados, incluindo Macedo, e a instituição foi alvo de buscas.
A transação entre BTG e o Digimais ficou paralisada e dependia de uma injeção de capital do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O aporte não deve mais ocorrer, segundo fontes próximas ao processo.
Segundo apurado, a negociação nunca foi assinada de fato e estava em estágio avançado apenas em estágio de negociação desde abril, quando o BTG anunciou acordo preliminar.
O Banco Central avaliou a possível operação como uma solução de mercado para o Digimais, que vinha enfrentando problemas há tempos, com avaliações de diversos bancos, mas apenas o BTG avançou.
Durante a operação Miragem, a Justiça determinou o bloqueio de recursos de 670 milhões de reais contra investigados, incluindo Edir Macedo, sob suspeita de uso de fundos de investimentos para maquiar um rombo no banco.
O Digimais não se posicionou publicamente sobre o andamento da transação; a instituição recebeu contatos da imprensa, mas não houve retorno até o momento.
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