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BYD nega ter pedido mais tempo de isenção de impostos para CKD

BYD nega ter pedido extensão de isenção para CKD; Baldy diz cumprir acordo de 2025 enquanto Anfavea cobra previsibilidade no cronograma de recomposição tarifária

Alexandre Baldy vice-presidente Sênior da BYD
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  • A BYD nega que tenha pedido mais tempo de isenção de impostos sobre kits CKD e SKD; segundo o vice-presidente sênior no Brasil, Alexandre Baldy, a empresa busca apenas a execução integral do acordo fechado em 2025.
  • O acordo previa doze meses de cotas para importação de CKD e SKD em duas etapas de seis meses; a primeira fase valeu até janeiro, e a segunda depende da verificação de investimentos e contrapartidas.
  • A BYD informou ter investido R$ 5,5 bilhões, construir 17 unidades em um complexo industrial que estava abandonado e(empregando cerca de 5 mil pessoas) – números citados durante a entrega do veículo número trezentos mil.
  • A Anfavea defende manter o cronograma de recomposição tarifária sem novas flexibilizações, afirmando que alterações prejudicariam a previsibilidade para investimentos que somam cerca de R$ 140 bilhões até 2033.
  • A discussão envolve a Camex e ocorre à medida que montadoras avaliam ampliar o uso de CKD e SKD; marcas como GWM, MG, Jetour, GAC, Omoda & Jaecoo estudam se beneficiar dessas cotas, enquanto a Chevrolet já anuncia maior montagem local de elétricos até 2027.

A BYD nega ter requisitado novo prazo para extensão da isenção de impostos sobre kits CKD e SKD. Alexandre Baldy afirmou que a fabricante não apresentou pedido recente e busca a execução integral do acordo firmado em 2025. O foco é manter o cronograma de transição.

Segundo Baldy, o entendimento original previa doze meses de cotas para CKD e SKD, divididos em duas fases de seis meses. A primeira fase terminou em janeiro; a segunda dependeria de verificação de investimentos e contrapartidas das empresas. A BYD acusa a burocracia de atrasar o processo.

A discussão ocorre em Brasília, envolvendo Camex e Anfavea. O objetivo das montadoras é ampliar o tempo de transição para aumentar a nacionalização da produção. O comitê de gestão (Gecex) analisa nesta semana o benefício tributário adicional para as importações de veículos montados ou semimontados.

A BYD tem investido no Brasil, com 5 mil empregos diretos em 17 unidades em um complexo industrial na Bahia. Baldy afirmou que não houve mudança no acordo e que a empresa cumpre o compromisso com o Brasil, sem comentar nota da Anfavea sobre judicialização.

Anfavea reforça a necessidade de previsibilidade para investimentos de cerca de R$ 140 bilhões até 2033. Em carta aberta, a associação sustenta que alterar o cronograma pode reduzir a participação de autopeças nacionais e comprometer empregos, sem oposição aos CKD/SKD em si.

A discussão chega em momento de crescimento de fábricas e de novas deliberações da Camex. Montadoras defendem extensão temporária dos benefícios; fabricantes de autopeças pedem estabilidade e argumentam que mudanças poderiam gerar distorções competitivas.

Outras marcas também participam do movimento de uso de CKD/SKD para estabelecer operações no Brasil. Além da BYD, GWM, MG, Jetour, GAC e Omoda & Jaecoo avaliam cotas para facilitar a entrada. Chevrolet já ampliou montagem de elétricos no país até 2027.

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