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CEO de app de recarga elétrica afirma que transição está mais rápida do que nunca

Executivos ressaltam virada rápida da eletrificação no Brasil, com frota alcançando 50 mil em menos de quatro anos e economia para motoristas

Thiago Hipólito, do 99; Pablo Toledo, da BYD; e Pedro de Conti, do Tupi, participaram da mesa “Eletrificação em escala: quando o carro elétrico deixa de ser tendência e passa a ser operação”.
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  • O setor de carros elétricos no Brasil acelerou rapidamente, indo de novidade a operação em menos de quatro anos, segundo executivos da 99, BYD e Tupi.
  • Em menos de quatro anos, o número de veículos elétrificados no país saiu de 80 para cerca de 50 mil, segundo Thiago Hipólito, da 99.
  • A BYD registrou mais de 300 mil carros vendidos em menos de quatro anos no Brasil, segundo Pablo Toledo, e aponta o Dolphin Mini como líder de varejo.
  • Os executivos destacam que a virada foi surpreendente e ocorreu mesmo com dúvidas sobre recarga, autonomia e origem chinesa dos veículos.
  • A economia com combustível e manutenção para motoristas de aplicativo que adotam elétricos pode chegar a entre R$ 2,5 mil e R$ 3 mil por mês, conforme projection de mercado.

Em menos de quatro anos, o carro elétrico saiu do nicho para a operação de grande escala no Brasil. Empresários de 99, BYD e Tupi apresentaram hoje, no Energy Summit, em Marina da Glória, Rio de Janeiro, que a eletrificação deixou de ser tendência para se tornar rotina. O encontro ocorre entre 23 e 25 de agosto.

Segundo Thiago Hipólito, do 99, a virada veio mais rápido do que esperavam. Em 2022 já havia a convicção de futuro elétrico, impulsionado pela China. Hoje, o número de carros eletrificados no Brasil chegou a 50 mil, após início com 80 unidades.

Pablo Toledo, da BYD, também comentou que a marca de 300 mil veículos no país foi ultrapassada em menos de quatro anos. Ele afirmou ainda que a disparada se deu mesmo com a alta dos combustíveis e citou o Dolphin Mini como líder de vendas no varejo. A virada, afirmou, ocorreu neste ano.

Pedro de Conti, CEO do Tupi, ressaltou que a expectativa inicial era maior cautela sobre recarga rápida e autonomia. As primeiras redes rápidas chegaram ao mercado após sinais de fila para carregar, segundo ele. Hoje, o setor já observa maior adesão de motoristas de aplicativo e usuários em geral.

Economia de custos foi apontada como componente-chave. Segundo os executivos, um motorista de aplicativo chega a economizar entre 2,5 mil e 3 mil reais por mês com combustível e manutenção ao dirigir elétrico. Esse ganho financeiro é citado como fator de maior aceitação.

A mesa de debate destacou ainda que o mercado não volta atrás. Para os participantes, a demanda já se tornou sustentável e a infraestrutura de recarga evolui rapidamente, contribuindo para a escalabilidade do serviço de mobilidade elétrica no Brasil.

Economia e consumo devem continuar na pauta. A organização do Energy Summit reúne, ao longo do evento, executivos e especialistas para discutir futuras estratégias de energia, inovação e sustentabilidade no setor de transportes.

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