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Digimais, banco ligado a Edir Macedo, é investigado pela PF

Banco Digimais, alvo da Operação Miragem da PF, enfrenta questionamentos sobre créditos, liquidez e desperdiciou avaliação da Fitch, com negociação com o BTG Pactual em curso

Antigo Banco Renner, o Digimais passou ao controle de Edir Macedo e mudou de nome em 2020
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  • A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem, que investiga o Banco Digimais, controle de Edir Macedo, por suspeitas de fraudes financeiras e irregularidades em operações de crédito.
  • Em março de 2025, o banco cedeu créditos estimados em R$ 660 milhões ao fundo FIDC EXP 1, gerando disputa judicial sobre ativos e documentação.
  • O Digimais apresentava exposição aproximada de R$ 600 milhões a carteiras de crédito ligadas ao Banco Master, ativos que passaram a ser questionados após a liquidação.
  • Em janeiro de 2025 houve tentativa de venda para Maurício Quadrado, por meio do Bluebank, que foi vetada pelo Banco Central; em abril de 2026, o BTG Pactual anunciou assinatura de documentos para possível aquisição, sujeita a aprovações regulatórias.
  • A Fitch Ratings rebaixou a classificação do banco nesta semana, citando incertezas financeiras e retirando as avaliações por falta de informações suficientes.

O Banco Digimais, instituição financeira controlada pelo líder religioso Edir Macedo, está no centro da Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira, 23, para investigar suspeitas de fraudes financeiras e irregularidades em operações de crédito. A operação envolve apurações sobre créditos e documentações de ativos vinculados ao banco.

Segundo a PF, as investigações apontam problemas em operações realizadas nos últimos anos. Em março de 2025, o banco teria cedido créditos estimados em 660 milhões de reais para o fundo FIDC EXP 1, levando a disputas judiciais sobre a qualidade dos ativos e a documentação correspondente. A apuração também envolve exposição de cerca de 600 milhões de reais a carteiras ligadas ao Banco Master.

Ainda conforme a PF, houve uma tentativa de venda do Digimais em janeiro de 2025 para Maurício Quadrado, ligado ao Banco Master, via Bluebank, que foi recusada pelo Banco Central. Em abril de 2026, o BTG Pactual assinou acordo para possível aquisição do controle, em meio a dificuldades de liquidez. A conclusão depende de aprovações regulatórias do BC e do Cade.

Além da investigação, o Digimais sofreu, nesta semana, um rebaixamento de classificação pela Fitch Ratings, que citou incertezas sobre a situação financeira e retirou as avaliações de crédito por falta de informações. O banco tem origem no antigo Banco Renner, criado pela família Renner e atuante em empréstimos consignados e financiamento de veículos.

Contexto histórico

O grupo Record começou a atuar na instituição em 2009, com a aquisição de 40% das ações do Banco Renner. A operação recebeu aprovação do Banco Central em 2013, quando Macedo e a mulher Ester Bezerra passaram a deter 49% da instituição. O controle total foi assumido em 2020, quando o casal adquiriu a participação remanescente e deu-se a reformulação para o nome Digimais.

Desdobramentos regulatórios e financeiros

A PF investiga a relação entre ativos do Digimais e operações de crédito, bem como a documentação necessária para comprovar os créditos. A potencial venda e as tratativas com o setor financeiro halaram atenção regulatória, com veto do BC e interesses de compradores institucionais.

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