- Rússia exportou, em média, 3,89 milhões de barris por dia de petróleo cru nos quatro semanas até 21 de junho, o patamar mais alto deste ano.
- A elevação ocorre mesmo com concorrência maior na venda de barris para a Índia após uma isenção de sanções dos EUA.
- A isenção facilita volumes de petróleo de fornecedores rivais, como o Irã, fortalecendo a competição por clientes.
- A possibilidade de isenção para o Irã aumenta a pressão sobre as exportações russas e sua renda com petróleo.
- Ataques da Ucrânia às refinarias russas podem redirecionar petróleo não processável para exportação, influenciando os fluxos.
Russia alcançou o maior nível de exportação de petróleo neste ano, apesar da concorrência com a Índia e de sanções que afetam o mercado.
A partir de dados de movimento de navios coletados pela Bloomberg, a média de embarques de crude nos quatro semanas até 21 de junho foi de 3,89 milhões de barris por dia.
O aumento ocorre mesmo com uma queda de preços global do petróleo, alimentada por o acordo provisório entre EUA e Irã. O levantamento aponta que o alívio de sanções ao Irã liberou cargueiros que antes estavam sob restrições.
Entre os fatores que influenciam as exportações está a pressão de operações da Ucrânia sobre refinarias russas, que pode redirecionar o petróleo para o mercado externo caso o refino seja comprometido.
Quem participa: Rússia como produtor, com a Índia como grande cliente, em um contexto de mudanças impostas por políticas de sanção.
Quando ocorreu: na semana final de maio e a primeira quinzena de junho.
Onde: mercados globais, com destaque para exportações russas para clientes internacionais.
Por quê: a variação depende de acordos geopolíticos, waivers de sanções e pressões sobre infraestrutura de refino na região.
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