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Fim da escala 6×1 pode elevar preço dos imóveis em 5,5%, diz Abrainc

Fim da escala 6x1 pode elevar preço dos imóveis em 5,5% e tirar 2,5 milhões de famílias de comprar imóvel, aponta Abrainc

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  • Estudo da Abrainc aponta que o fim da escala de trabalho 6×1 pode elevar o preço dos imóveis no Brasil em média 5,5%.
  • A PEC, já aprovada pela Câmara e em tramitação no Senado, prevê uma transição que, na visão da Abrainc, é insuficiente para o setor se adaptar.
  • O presidente da Abrainc, Luiz França, diz que o mercado imobiliário tem ciclos longos e pode levar de 36 a 40 meses para entregar empreendimentos após o lançamento.
  • A entidade compara com México, Colômbia e Chile, que adotaram transições entre quatro e oito anos; a discrepância gera preocupação setorial.
  • O impacto social estimado: cerca de 2,5 milhões de famílias podem não ter acesso à casa própria; isso pode afetar beneficiários do programa Minha Casa Minha Vida e ampliar déficits habitacionais, além de pressionar preços de produtos e serviços.

A Abrainc afirma que o fim da escala de trabalho 6×1 pode elevar o preço dos imóveis no Brasil em média 5,5%. A estimativa foi apresentada em estudo da associação, que envolve incorporadoras imobiliárias. A proposta está em análise no Senado após aprovação na Câmara.

Segundo a Abrainc, o período de transição previsto no texto não é suficiente para o setor se adaptar. A entidade destaca que lançamentos levam anos para se concretizar, citando prazos de 36 a 40 meses entre anúncio e entrega.

A PEC agora tramita no Senado e tem sido alvo de críticas por parte do setor, que aponta diferenças com experiências internacionais. Em entrevistas, o presidente da Abrainc, Luiz França, aponta discrepâncias com países que adotaram transições entre quatro e oito anos.

Estimativas internacionais e impactos no preço

França cita México, Colômbia e Chile como referências, ressaltando que adotaram prazos de transição mais longos. A Abrainc afirma que a discrepância pode ampliar insegurança e dificultar planejamento de empresas.

A projeção de aumento de 5,5% no preço dos imóveis aparece associada a custos de construção e a maior longevidade dos projetos. A associação também aponta efeitos indiretos sobre financiamento e acesso a crédito para aquisição de moradia.

Consequências sociais e déficit habitacional

A Abrainc estima que cerca de 2,5 milhões de famílias poderiam ficar sem possibilidade de comprar imóvel diante do aumento de preços. Os impactos seriam mais sentidos entre beneficiários de programas habitacionais, como o Minha Casa Minha Vida.

O déficit habitacional brasileiro é estimado em torno de 6 milhões de moradias. Especialistas apontam a necessidade de construir entre 9 e 11 milhões de unidades nos próximos dez anos para atender à demanda.

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