- A Fitch rebaixou o rating do Banco Digimais para Rating Nacional de Longo Prazo CCC(bra) e para Registro Nacional de Curto Prazo C(bra), sinalizando maior risco de crédito e possibilidade real de falha ou default.
- A agência retirou todas as classificações do banco, alegando insuficiência de informações para monitoramento adequado.
- A avaliação cita incertezas sobre o perfil financeiro, capital e liquidez do Digimais, além de sensibilidade à evolução do ambiente econômico.
- O banco passa por reestruturação de modelo de negócios, pressão sobre resultados, disputa judicial envolvendo um FIDC e mudanças de governança, como substituição do CEO e destituição do conselho.
- A Polícia Federal deflagrou, na terça-feira, a Operação Miragem, com bloqueio de R$ 670 milhões contra investigados; entre os alvo estão dirigentes do banco, incluindo o bispo João Urbaneja e Thiago Urbaneja, sem localização das defesas.
A Fitch Ratings rebaixou o rating do Banco Digimais e indicou a possibilidade real de falha ou default da instituição. O Rating Nacional de Longo Prazo passou de BB+(bra) para CCC(bra), enquanto o Rating Nacional de Curto Prazo caiu de B(bra) para C(bra). A decisão foi divulgada na segunda-feira, 22, e ampliou o risco de crédito atribuído ao banco.
A agência retirou todas as classificações do Digimais, alegando insuficiência de informações para manter o monitoramento adequado. Segundo a Fitch, incertezas sobre o perfil financeiro e a limitada disponibilidade de dados prejudicam a avaliação de capital, liquidez e estratégia. A capacidade de operação independente também é vista como sensível ao ambiente econômico.
O Digimais passa por mudanças no modelo de negócios, pressão por resultados e disputa judicial envolvendo um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC). Além disso, houve substituição do CEO e destituição do conselho de administração, fatos que elevam as incertezas para credores e clientes.
Operação Miragem deflagrada pela Polícia Federal
Nesta terça-feira, 23, a Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem, que investiga supostas fraudes no Banco Digimais. A Justiça autorizou o bloqueio de 670 milhões de reais contra investigados. A defesa não foi localizada, e entre os alvos constam dirigentes do banco, incluindo o bispo João Urbaneja e Thiago Urbaneja. Edir Macedo, líder da Igreja Universal, não era alvo por residir fora do Brasil.
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