- ISA Saúde, criada por Fernando e David Pares, atua em cinco estados com mais de dez mil atendimentos diários e busca transformar a casa do paciente no que seria o maior hospital fora do ambiente tradicional.
- A empresa opera em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Bahia, cobrindo mais de cento e vinte cidades, e pretende abrir operações em dois ou três estados adicionais nos próximos anos.
- O portfólio inclui exames domiciliares, exames de imagem, infusão de medicamentos, pronto atendimento e internações em casa; procedimentos cirúrgicos e alguns testes mais complexos ficam fora do escopo.
- Entre 2021 e 2025 levantou aproximadamente US$ cinquenta milhões, com a rodada mais recente de US$ 30 milhões no fim de 2025 para expansão geográfica, novos produtos e aquisições; investidores incluem IFC (Fundo Internacional de Desenvolvimento), Vox Capital e Endeavor Catalyst, entre outros.
- A ISA utiliza tecnologia própria para coordenar operações, com validação de identidade, registro em tempo real de dados clínicos e uso de IA para transcrição e detecção precoce de deterioração, além de agentes que aumentam a eficiência das equipes.
A ISA Saúde, startup criada pelos irmãos Fernando e David Pares, mira transformar a residência do paciente no que chamam de “hospital fora do hospital”. A empresa atua como operadora de serviços de saúde domiciliar, oferecendo exames, internação e outros cuidados sem que o paciente precise ir até uma unidade tradicional.
Fundada entre 2017 e 2018, a empresa já realiza mais de 10 mil atendimentos por dia e atua em cinco estados, cobrindo mais de 120 cidades. O modelo de negócio evoluiu de exames domiciliares para um portfólio que hoje compreende procedimentos equivalentes a grande parte do que ocorre em hospitais, com exceção de cirurgias complexas.
Visão dos fundadores e origem do modelo
Fernando e David nasceram no setor de saúde — o pai chegou a ser dono de uma rede de laboratórios. A ideia central foi inverter a lógica do cuidado: levar o atendimento até o paciente, pela rede de profissionais que já atua em casa. A pandemia acelerou a adoção do modelo, com demanda recorde por diagnósticos e atendimento domiciliar.
Serviços oferecidos hoje
A ISA consolidou diversos serviços no formato domiciliar, incluindo exames laboratoriais, imagem, infusão de medicamentos, pronto atendimento e internação em casa. Cirurgias e exames mais complexos ficam fora do escopo operacional. A empresa utiliza tecnologia própria para coordenar a jornada de atendimento, conectando operadoras, pacientes, familiares e profissionais.
Estrutura tecnológica e inovação
Entre os diferenciais, há validação de identidade por biometria facial, controle de medicamentos por QR Codes e registro em tempo real de dados clínicos. Inteligência artificial é aplicada para transcrição automática de informações e para detectar sinais precoces de deterioração de quadro de saúde, gerando alertas preventivos.
Expansão e captação de investimentos
Entre 2021 e 2025, a ISA levantou cerca de US$ 50 milhões em rodadas de investimento, com cotistas como IFC, Vox Capital, Canary e Endeavor Catalyst. A rodada mais recente, no fim de 2025, levantou US$ 30 milhões para acelerar a expansão geográfica, novos produtos e aquisições.
Operação, crescimento e carteira de parcerias
Atualmente, a ISA atua em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Bahia. A empresa planeja abrir operações em dois ou três estados adicionais nos próximos anos. O modelo de entrada costuma começar com parceria com uma operadora de saúde, seguida pela montagem de rede local e hub operacional. Em 30 a 60 dias há implantação.
Estrutura e resultados
A ISA não revela receita, mas aponta crescimento superior a 85% ao ano. A estrutura operacional equivale a mais de 3 mil leitos hospitalares, com cerca de 250 funcionários diretos e uma rede de mais de 8 mil médicos e enfermeiros. Aquisições compõem parte do crescimento, incluindo negócios de home care em 2022 e outra aquisição no início de 2026.
Perspectivas e ambição
A empresa afirma operar de forma lucrativa desde 2024 e planeja manter o ritmo de aquisições em 2026. A visão de longo prazo é superar redes hospitalares tradicionais em leitos, mantendo o atendimento dentro do lar do paciente. O objetivo declarado é tornar-se o maior hospital fora do hospital no Brasil.
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