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Itaú BBA reduz preço-alvo do Inter para US$8, de US$10

Itaú BBA reduz preço-alvo do Inter para US$ 8 e mantém neutralidade, com risco maior de perdas em crédito de maior retorno e pressão sobre lucros

Fachada do Banco Inter. Imagem: Divulgação
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  • O Itaú BBA reduziu o preço-alvo das ações do Banco Inter (INTR) negociadas em Nova York de US$ 10 para US$ 8, mantendo recomendação neutra.
  • A revisão reflete preocupação com o aumento da exposição a linhas de crédito mais rentáveis, porém mais arriscadas, como crédito consignado privado e rotativo do cartão.
  • Projeções de lucro foram cortadas para 2026 e 2027: R$ 1,7 bilhão e R$ 2,1 bilhões, respectivamente, com ROE estimado em 17% para 2027 e 23% apenas em 2030.
  • A instituição aponta que a inadimplência, as provisões e revisões de lucro devem ganhar destaque, pois o custo de crédito tende a subir.
  • Mesmo com cautela, o Itaú BBA mantém a visão de longo prazo de valor no Inter, destacando expansão de clientes, melhorias de rentabilidade e potencial do ecossistema; as ações operam em about 1 vez o valor patrimonial e 7 vezes o lucro estimado para 2026.

O Itaú BBA reduziu o preço-alvo das ações do Banco Inter (INTR) negociadas em Nova York de US$ 10 para US$ 8, mantendo a recomendação neutra. A mudança reflete preocupações com a exposição da instituição a linhas de crédito mais rentáveis, mas também mais arriscadas.

A instituição aponta que a estratégia de crescimento de longo prazo do banco digital permanece válida, mas a maturação dessas operações pode elevar as provisões para perdas e pressionar resultados nos próximos trimestres.

A cautela está ligada à composição da carteira de crédito do Inter. O banco tem aumentado a participação em crédito consignado privado e no rotativo do cartão, operações que elevam a margem financeira, porém elevam o risco de inadimplência.

Diante desse cenário, o Itaú BBA revisou para baixo as projeções de lucro. O lucro líquido estimado para 2026 passou a ser de R$ 1,7 bilhão, queda de 6%. Para 2027, a redução foi de 10%, para R$ 2,1 bilhões.

O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) previsto pelo banco para 2027 é de 17%, subindo a 23% apenas em 2030, conforme o levantamento. Com isso, a instituição espera ganhos de eficiência, mas admite custos maiores com crédito.

O relatório indica que a maior parte dos benefícios da expansão de crédito de maior retorno já está refletida nas margens atuais do Inter. Assim, o investidor precisa monitorar inadimplência, provisões e revisões de lucros.

Mesmo com a visão mais cautelosa, o Itaú BBA mantém a percepção de valor na tese de longo prazo do Inter. A instituição aponta expansão da base de clientes, melhoria de rentabilidade e potencial do ecossistema financeiro da empresa.

As ações do Inter estão avaliadas hoje em aproximadamente 1 vez o valor patrimonial e 7 vezes o lucro esperado para 2026. A equipe de análise prefere aguardar sinais de estabilização do custo de risco antes de mudar a posição.

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