- Juros futuros fecharam em forte queda após a ata do Copom, com ajustes nas expectativas para a Selic.
- Contratos DI: janeiro de 2027 caiu para 14,185%, janeiro de 2028 para 14,53%, janeiro de 2029 para 14,63% e janeiro de 2031 para 14,58%.
- Copom manteve tom conservador, não sinalizou altas futuras, mas afastou a possibilidade de subida brusca da Selic no curto prazo.
- Mercado passou a precificar menor chance de alta no curto prazo; a curva a termo indica Selic abaixo de 15% em meados do próximo ano.
- Probabilidade de novo corte em agosto subiu para 31%, comparada a 27% anteriormente; há expectativa de manter ou ajustar a trajetória conforme o cenário inflacionário.
O mercado de juros futuro reagiu com forte queda após a ata da última reunião do Copom, que manteve aberto o caminho para cortes na Selic e afastou a expectativa de novas altas no curto prazo. Investidores ajustaram as apostas diante de um cenário mais acomodador do BC.
A ata manteve o diagnóstico conservador sobre a economia, reconhecendo riscos inflacionários com assimetria elevada e deterioração das expectativas. Mesmo assim, indicou que não há sinal claro de continuidade de cortes agressivos, nem de alta no curto prazo, conforme o ritmo da curva a termo.
A curva de juros abriu em queda, com quedas em diversos contratos DI de vencimento a partir de 2027. O DI janeiro/2027 recuou para 14,185%, o DI janeiro/2028 caiu para 14,53%, o DI janeiro/2029 ficou em 14,63% e o DI janeiro/2031 fechou em 14,58%.
Para analistas, a ata sinaliza adesão a trajetórias de Selic que não provoquem volatilidade excessiva. O BC parece evitar reações rápidas a choques de oferta e mantém a possibilidade de novos cortes, dependendo da evolução da inflação.
A ata pode indicar que a próxima decisão, em agosto, fique entre manter a Selic em 14,25% ou realizar um novo corte de 0,25 ponto percentual, conforme o cenário se desenrole até lá. O mercado passou a precificar menos subida de juros no curto prazo.
Do lado técnico, o comunicado reforçou a ideia de manter flexibilidade diante de choques de oferta. Economistas destacam que não há confirmação de uma convergência mais longa da inflação, o que explica a cautela na reação da curva.
Em resumo, a divulgação mostrou uma preferência por acomodar impactos de oferta sem estender o horizonte de metas, mantendo o cenário de ajustes graduais na política monetária e sem sinalização de alta iminente.
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