- A Meta interrompeu temporariamente o programa interno de rastreamento do uso de computadores pelos funcionários, conhecido como Model Capability Initiative (MCI), por preocupações de privacidade.
- O programa começou há apenas dois meses para coletar dados como cliques do mouse e digitadores para treinar modelos de IA.
- A pausa ocorreu depois que parte dos dados coletados ficou potencialmente acessível a pessoas dentro da empresa, segundo a Meta.
- Funcionários ingressaram com uma petição, com quase 2.000 signatários, exigindo o cancelamento do MCI; a empresa ofereceu a opção de não ser rastreado por até trinta minutos por vez.
- Além disso, a controvérsia ocorre em meio a demissões, reorganizações de equipes e um aporte previsto de até 145 bilhões de dólares em IA neste ano.
Meta interrompeu de forma temporária o programa de monitoramento de uso de computadores entre seus funcionários, iniciado há cerca de dois meses. A iniciativa visava coletar dados como cliques do mouse e tecladas para treinar modelos de inteligência artificial.
O projeto, chamado internamente de Iniciativa de Capacidade de Modelo (MCI), gerou insatisfação entre trabalhadores que teriam cada ação online monitorada. Preocupações sobre o destino dos dados e a proteção também foram apontadas.
A pausa ocorreu na segunda-feira, após a identificação de que parte das informações coletadas poderia ficar acessível a pessoas dentro da empresa. A Meta confirmou ao BBC News que o MCI está “em pausa por enquanto” enquanto investiga o caso.
Segundo a agência, não há indícios de acesso indevido aos dados por funcionários da Meta. A decisão chega após semanas de reação negativa ligada à vigilância no ambiente de trabalho e a uma petição que reuniu quase 2 mil assinaturas pedindo o cancelamento do programa.
A empresa havia anunciado opções para que trabalhadores não fossem rastreados por até 30 minutos em certos momentos, em resposta às críticas. Analistas lembram que a Meta vem reorganizando equipes ao redor de iniciativas de IA, com investimentos que podem chegar a 145 bilhões de dólares neste ano.
Dentro da organização, alguns colaboradores técnicos apoiam a melhoria de modelos de IA e a competitividade frente rivais como Anthropic e OpenAI, mas afirmam que a sensação de imposição sem consentimento aumentou o desgaste.
Além da controvérsia sobre vigilância, a Meta anunciou extensas demissões e uma reorganização, além de concentrar recursos humanos em projetos de IA. O montante destinado à IA, segundo fontes, está entre as maiores prioridades da companhia.
Entretanto, relatos sobre o clima interno mostram críticas a gestão e ao ritmo de mudanças. Um ex-funcionário descreveu a direção da empresa como depressiva e extenuante, destacando o impacto na moral da equipe.
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