Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Oferta de petróleo tende a se normalizar por interesses dos EUA e Irã

Bank of America prevê normalização do abastecimento em Ormuz até o fim do ano, com o Brent em média de 82 dólares e demanda se recuperando

Francisco Blanch, jefe de materias primas de Bank of America, en Madrid.
0:00
Carregando...
0:00
  • Francisco Blanch, chefe global de matérias-primas do Bank of America, afirma que o fornecimento de petróleo tende a se normalizar, com EUA e Irã interessados nesse fluxo.
  • A previsão de preço para o Brent é de média de 82 dólares por barril neste ano, após ter sido ajustada de 92,5 dólares para baixo.
  • Os estoques vêm caindo e devem seguir caindo rapidamente nos próximos meses; espera-se equilíbrio entre oferta e demanda apenas no quarto trimestre.
  • A normalização de Ormuz é vista como provável até o fim do ano, apesar de o verão manter gargalos de trânsito no estreito.
  • A partir de 2027 deve haver excedente de produção, próximo de 1 milhão de barris por dia, com o papel da OPEP e dos Emiratos Árabes a depender de custos de fluxo e decisões regionais.
  • Os EUA saem fortalecidos como principal produtor de petróleo, com produção estável mesmo diante de tensões geopolíticas.

Francisco Blanch, chefe global de matérias-primas do Bank of America, avalia que o choque energético causado pela guerra entre EUA e Irã tende a encontrar normalização. Em meio ao fechamento do estreito de Ormuz, ele aponta resiliência da economia e da demanda por petróleo. A expectativa é de melhoria energética a médio prazo e retorno à normalidade no Ormuz até o fim do ano.

Blanch afirma que a demanda pode ser fortalecida à medida que reservas se ajustam e o consumo se reequilibra. Ele destacou que o impacto inicial foi absorvido pela capacidade de armazenamento e pela flexibilização de fluxos, reduzindo tensões de preço no curto prazo. O otimismo também depende de negociações entre Washington e Teerã.

Questionado sobre o preço do petróleo neste ano, o analista diz que houve ajuste de previsões desde o início do conflito. A estimativa média caiu de 92,5 para 82 dólares por barril, impulsionada pela menor rigidez das sanções e por liberações estratégicas de reservas. A demanda e o comércio global também contribuíram para a evolução.

No que diz respeito ao equilíbrio entre oferta e demanda, Blanch aponta que os estoques caem rapidamente, mas acredita que o mercado se equilibrará no quarto trimestre. O terceiro trimestre ainda mostraria o estreito como parte importante do retorno, com barcos iranianos já a caminho de Asia e demanda em recuperação.

Sobre Ormuz, o especialista prevê volta gradual à normalidade. A estimativa é de média de 82 dólares este ano, com o segundo semestre oscilando entre 70 e 80 dólares. Ele não descarta tensões, mas aposta em maior fornecimento conforme o estreito se reabre, desde que haja interesse estratégico de EUA e Irã.

A respeito do risco de novo conflito, Blanch sustenta que o cenário mais provável envolve continuidade de fornecimento, sem alcançar patamares de 100% de normalidade imediatamente. Ações de negociação podem manter tensões, porém a normalização é considerada provável.

Quanto ao excedente de oferta, a AIE aponta para 2027. O Bank of America estima que o excedente fique próximo de 1 milhão de barris por dia, dependendo de decisões da OPEP, de Emiratos Árabes e de eventuais danos na região. O retorno ao equilíbrio depende ainda do andamento de Irã e das condições de trânsito em Ormuz.

Entre os parceiros da OPEP, o papel de Emiratos Árabes é destacado. O custo do fluxo de petróleo pode variar conforme o preço, com gastos adicionais em defesa e infraestrutura de abastecimento. Os Gulf Cooperation Council devem priorizar as economias locais diante do novo cenário.

No longo prazo, Blanch observa que o preço do petróleo precisa retornar a um patamar que torne o combustível atraente. A demanda energética global permanece robusta, impulsionada pela digitalização e pela expansão de IA, o que sustenta o consumo de hidrocarbonetos em meio à transição energética. Não há sinal de recessão global.

Quanto aos EUA, o analista diz que o país sai fortalecido como maior produtor de petróleo, mantendo altas exportações. O petróleo americano continua relevante, respondendo por parcela significativa da produção mundial, com impacto em preços se o Brent recuar para 60–65 dólares o barril.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais