- Em maio, a produção de carros na Espanha caiu 4% em relação ao mesmo mês de 2025, totalizando 211.642 unidades; nos cinco primeiros meses de 2026, o total é de 994.400 veículos, -1% frente ao mesmo período de 2025.
- A produção de carros elétricos caiu 14,3% (a cerca de 42.000 unidades) e a de híbridos plug-in recuou 4,1% (46.807 unidades); a participação dos carros com tomada caiu de 9,7% para 8,9%.
- As fábricas espanholas exportaram 183.195 veículos em maio, -3% na comparação anual; no acumulado do ano, são pouco mais de 843.000 unidades, -2,2%; Europa respondeu por 92,2% das exportações, com Alemanha, França e Reino Unido entre os principais destinos.
- O cenário inclui lançamentos recentes, como Cupra Raval e Volkswagen ID. Polo, que começaram a sair da produção em Martorell; Mercedes-Benz investiu 1 bilhão na fábrica de Vitoria para a nova linha de vans elétricas VAN.EA; VW ID. Cross e Skoda Epiq devem começar em Landaben ainda neste ano.
- O novo panorama é visto como transição necessária para adaptar as linhas à eletrificação; especialistas destacam a necessidade de acelerar a demanda por veículos elétricos para cumprir metas de emissões da União Europeia e manter a competitividade industrial.
A produção de veículos automotores na Espanha seguiu em queda em maio, conforme dados da Anfac, a associação nacional. As fábricas reduziram a atividade para se ajustar à nova geração de modelos elétricos, afetando o ritmo de montagem no país.
No quinto mês de 2026, as plantas nacionais fabricaram 211.642 unidades, 4% menos que em maio de 2025. No acumulado dos cinco primeiros meses, a produção soma 994.400 unidades, queda de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Entre os destaques, destaca-se a queda na produção de veículos elétricos e híbridos plug-in. Os elétricos recuaram 14,3% no mês, totalizando quase 42 mil unidades, e os híbridos plug-in caíram 4,1%, para 46.807 unidades. A participação de veículos com enchufe caiu para 8,9% da produção nacional, bem abaixo da fatia observada no mercado de matriculações, acima de 21%.
A direção da Anfac reforça que a indústria está em fase de transição, com o lançamento de modelos como Cupra Raval e Volkswagen ID. Polo, que começaram a sair das linhas de Martorell (Barcelona). Também há investimentos na Mercedes-Benz, com nova plataforma elétrica VAN.EA em Vitoria, e nos eléctricos da linha Landaben (Navarra), com IDs da Volkswagen e Skoda previstos para este ano.
O cenário externo também pesa. Mercados europeus permanecem limitados, o que impacta especialmente as exportações espanholas, que representam cerca de 90% da produção. Em maio, as vendas ao exterior caíram 3%, totalizando 183.195 unidades, com a Europa respondendo pela maior parte dos embarques, principalmente Alemanha, França e Reino Unido.
José López-Tafall, diretor-geral da Anfac, aponta que a demanda por veículos elétricos precisa acelerar para acompanhar a transformação regulatória da União Europeia. A instituição ressalta que a transição é necessária para manter competitividade e o futuro industrial do setor, em meio ao desafio de alcançar metas de emissões.
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