- O fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, recebeu no celular um documento sobre abertura de apuração sigilosa envolvendo a Caixa Asset e o banco; o relatório da Polícia Federal foi tornado público em 16 de junho pelo ministro André Mendonça e divulgado na coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo, em 23 de junho de 2026.
- A Polícia Federal aponta que Vorcaro buscava compreender a natureza, o motivo e o andamento dos procedimentos sigilosos em que seu nome aparece como parte ou possível investigado.
- A mensagem com a autuação da notícia de fato chegou a Vorcaro em 18 de julho de 2024, enviada por Luiz Phillipi Mourão, o Sicário, que ganhava R$ 1 milhão por mês para atividades ilícitas, incluindo acesso a investigações sigilosas.
- O inquérito foi instaurado e tramita sob sigilo na Justiça Federal do Distrito Federal; a PF ressalta que arquivos sobre o caso Caixa Asset foram acessados por uma servidora da Procuradoria da República no Maranhão, e investiga se houve ataque hacker ou liberação indevida.
- Um mês antes, Mourão pediu a Vorcaro para confirmar uma lista de pessoas cujos processos sigilosos deveriam ser monitorados, incluindo Fabiano Zettel, Henrique Vorcaro e Nelson Tanure; Vorcaro respondeu: “Todos obviamente”.
O fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, teve acesso a um documento que sinalizava a abertura de uma investigação sigilosa sobre a parceria entre a Caixa Asset e o banco. A informação foi apresentada pela Polícia Federal no relatório público em 16 de junho, divulgado posteriormente pelo ministro André Mendonça, do STF, e veiculado na coluna de Malu Gaspar, no Globo, nesta terça-feira, 23 de junho de 2026.
Segundo a PF, Vorcaro buscava entender a natureza, o motivo e o andamento dos procedimentos sigilosos em que seu nome aparece como parte ou possível investigado. A mensagem com a autuação chegou ao celular dele em 18 de julho de 2024, dois dias após movimentação da Procuradoria da República no Distrito Federal.
A mensagem foi enviada por Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, que recebia 1 milhão por mês para facilitar atividades ilícitas, incluindo o acesso a investigações sigilosas. Duas semanas após, Mourão mencionou atualizações no sistema da Caixa sobre o caso, com a possibilidade de o notícia virar inquérito policial.
Vorcaro questionou, em resposta, qual seria a investigação relacionada à Caixa Asset. O inquérito, que tramita sob sigilo na Justiça Federal do DF, foi instaurado após esse episódio. A PF aponta que os arquivos sobre o caso Caixa Asset chegaram a Vorcaro por meio de uma servidora da Procuradoria da República no Maranhão, e pediu esclarecimentos sobre possível ataque hacker ou liberação indevida.
Contexto da operação Caixa Asset e Banco Master
Um mês antes do episódio, em 18 de junho de 2024, Mourão pediu a Vorcaro que confirmasse uma lista de pessoas cujos processos sigilosos deveriam ser monitorados. Nessa relação estavam o empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro; Henrique Vorcaro, pai do banqueiro; e Nelson Tanure, indicado pela PF como sócio oculto do Banco Master. Vorcaro respondeu que todos deveriam ser acompanhados.
Em 8 de julho de 2024, dois gerentes da Caixa Econômica Federal foram destituídos após se oporem à compra de um lote de 500 milhões de reais em letras financeiras do Banco Master. Os papéis foram considerados arriscados pela área de renda fixa da Caixa Asset. Eles classificaram a operação como atípica e arriscada, devido ao alto valor e ao modelo de negócios do Banco Master.
A Caixa Asset, braço de gestão de ativos do banco estatal, divulgou nota afirmando que as operações são sigilosas e seguem a estratégia da empresa. A instituição disse ainda que realiza avaliações periódicas do time de gestores e que substituições ocorrem com base exclusivamente em critérios profissionais.
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