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Abimaq diz que aprovação da PEC 6×1 elevará preços ao consumidor

Abimaq avisa que PEC 6x1 pode elevar preços ao consumidor; critica prazo de transição curto e cobra flexibilidade e mais investimentos em automação

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  • A Abimaq alerta que a PEC 6×1 pode elevar preços ao consumidor, por conta de juros altos e decisões de investimento mais contidas.
  • O texto exige retirar quatro horas semanais e criar um descanso semanal remunerado adicional, o que representa custos adicionais para o setor.
  • A associação critica o prazo de transição de sessenta dias para o primeiro escalonamento, seguido de um ano, dizendo que é insuficiente.
  • O setor defende flexibilidade e apoia a PEC 12, que permite negociação entre empregadores, empregados e sindicatos, em vez de uma escala única.
  • A Abimaq também defende mais investimentos em automação para possibilitar futuras reduções de jornada sem prejudicar a competitividade.

A Aprovação da PEC que altera a jornada de trabalho, associada aos juros elevados no mercado interno, preocupa o setor industrial. A Abimaq aponta que o movimento pode influenciar decisões de investimento e encarecer produtos ao consumidor.

Segundo Camilla Toledo, gerente do departamento jurídico da Abimaq, o texto aprovado na Câmara afeta a indústria de máquinas e equipamentos e todo o setor produtivo. A mudança reduz o regime atual, elevando custos com descanso e horas.

Para a Abimaq, a transição proposta tende a gerar aumento de preços em toda a cadeia. A representante explica que, no regime 5×2 com 44 horas, a perda de quatro horas semanais soma-se a um descanso semanal remunerado adicional.

A crítica também recai sobre o prazo de transição, apontado como insuficiente. O projeto prevê 60 dias para o primeiro escalonamento e um ano para implementação completa, enquanto a entidade defende um período mais longo.

Flexibilidade e diálogo como saída

A Abimaq não se opõe a revisar a jornada, desde que haja negociação entre empregadores, trabalhadores e sindicatos. A associação apoia a PEC 12, de Rogério Marinho, que prevê maior flexibilidade e ajuste por meio de acordo coletivo.

A entidade enfatiza que o Brasil, por sua diversidade regional, não pode impor uma escala única. A discussão, segundo a Abimaq, deveria ocorrer fora do período eleitoral, com tempo para análise e avaliação de impactos.

A Abimaq também defende maior investimento em automação como caminho para reduzir eventual impacto da redução da jornada, mantendo a competitividade industrial.

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