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Brasil fecha acordo para compartilhar dados da bolsa de valores com a China

Brasil fecha acordo para compartilhar dados da B3 com a China, ampliando acesso a cotações, índices e séries históricas e fortalecendo cooperação financeira

Notas de Yuan levam o rosto de Mao Tsé-Tung
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  • Brasil fecha acordo para compartilhar dados da Bolsa de Valores com investidores institucionais chineses, incluindo cotações de ativos, índices de mercado, estatísticas de negociação, dados de referência e séries históricas.
  • O Ministério da Fazenda afirma que a medida reduz a distância entre investidores e oportunidades no Brasil, facilitando análises e decisões de alocação de recursos.
  • O secretário especial de Fazenda, Durigan, afirmou que a iniciativa fortalece a transparência e posiciona o Brasil como destino de investimentos internacionais.
  • A missão à China, em Xangai e Pequim até sexta-feira, foca em cooperação econômica, instrumentos de financiamento, investimentos sustentáveis e integração dos mercados financeiros, incluindo Panda Bonds, Eco Invest Brasil, BIP e mercado regulado de carbono.
  • A agenda prevê encontros com instituições financeiras, o Fórum Brasil-China sobre Finanças Verdes e reunião com a presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento, Dilma Rousseff, em Xangai, com continuidade em Pequim.

O Brasil fechou um acordo para compartilhar dados da Bolsa de Valores com a China. A integração permite que usuários institucionais chineses acessem cotações, índices, estatísticas de negociação, dados de referência e séries históricas do mercado brasileiro. A iniciativa visa aproximar investidores e facilitar análises e decisões de alocação de recursos.

Segundo o Ministério da Fazenda, a medida reduz a distância entre mercados ao ampliar o acesso a informações. Durigan ressaltou que a parceria fortalece a transparência e posiciona o Brasil como destino de investimentos internacionais, ao conectar a B3 à principal plataforma financeira da China.

A missão do Brasil à China ocorre em Xangai e Pequim, como parte de uma viagem oficial de Durigan que segue até sexta-feira (26). O objetivo é ampliar a cooperação econômica e discutir instrumentos de financiamento, investimentos sustentáveis e integração de mercados.

Missão à China

Entre os temas tratados estão a emissão de Panda Bonds, também chamados de títulos brasileiros no mercado chinês, e o impulso ao Programa Eco Invest Brasil. Também há foco na Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e para a Transformação Ecológica e no desenvolvimento do mercado regulado de carbono.

A Fazenda informa que a missão busca mobilizar recursos para projetos de transformação ecológica e fortalecer cadeias produtivas. Além de financiar a descarbonização, o governo pretende modernizar a relação institucional com a China e atrair investimentos produtivos.

Relação estratégica

A agenda inclui encontros com instituições financeiras e organismos multilaterais. Durigan participou, como convidado, do Fórum Brasil-China sobre Finanças Verdes, promovido por entidades não governamentais, para debater o papel das finanças sustentáveis na relação sino-brasileira.

Na tarde local, Durigan manteve reunião com Dilma Rousseff, presidenta do NDB (Banco do Brics), em Xangai. A agenda também prevê atuação em Pequim, nos próximos dias, para dar continuidade à missão oficial.

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