- O setor industrial brasileiro empregou 8,7 milhões de pessoas em 2024, em 358,4 mil empresas, com 8,4 milhões na transformação e 0,2 milhão no extrativo, apesar de haver uma ressalva sobre comparações devido a mudanças na Rais na série histórica.
- O maior segmento empregador foi a fabricação de produtos alimentícios, com 2,1 milhões de ocupados.
- Seguem entre os maiores setores: confecção de vestuário e acessórios (551,8 mil), fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (517,1 mil) e fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (491,9 mil).
- A remuneração total no setor foi de R$ 481,1 bilhões em 2024, com 94,9% desse valor paga no segmento de transformação; salário médio ficou em 3,0 salários mínimos na indústria e 5,4 mínimos na extrativa.
- A receita líquida de vendas somou R$ 6,8 trilhões em 2024, com 6,3 trilhões na transformação e 0,5 trilhão na extrativa; o investimento em ativo imobilizado atingiu R$ 422,4 bilhões.
O setor industrial brasileiro empregou 8,7 milhões de pessoas em 2024, distribuídas em 358,4 mil empresas. Os dados são da Pesquisa Industrial Anual (PIA), divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (24/6). A força de trabalho ficou majoritariamente na transformação (8,4 milhões), com 0,2 milhão no extrativo.
A leitura inicial aponta crescimento frente a 2023, quando eram 8,5 milhões de empregados. O IBGE ressalva, porém, que comparações devem considerar uma quebra na série histórica causada por alterações na Rais, que impactaram a identificação dos dados do setor industrial.
Destaque por segmento
O maior segmento empregador foi a fabricação de produtos alimentícios, com 2,1 milhões de ocupados. Em seguida aparecem confecção de artigos do vestuário e acessórios (551,8 mil), fabricação de produtos de metal (517,1 mil) e fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (491,9 mil).
Remuneração total
A remuneração totalizando salários, retiradas e outras parcelas alcançou R$ 481,1 bilhões em 2024, frente a R$ 446 bilhões em 2023, já com correção não efetuada pela inflação. Em 2024, 94,9% do valor foi pago no setor da transformação.
A média salarial em salários mínimos ficou em 3,0 s.m. para o total da indústria, com destaque para extrativa (5,4 s.m.). Entre as atividades, a extração de petróleo e gás natural teve a média mais alta (17,5 s.m.), enquanto na transformação a atividade com maior remuneração foi fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (7,9 s.m.).
Faturamento e investimentos
A receita líquida de vendas somou R$ 6,8 trilhões em 2024, sendo R$ 6,3 trilhões na transformação e R$ 0,5 trilhão na extrativa. O valor bruto da produção industrial atingiu R$ 6,2 trilhões, com custo das operações de R$ 3,6 trilhões.
Os investimentos em ativo imobilizado somaram R$ 422,4 bilhões, refletindo recursos aplicados em aquisição, construção ou melhoria de bens físicos de longo prazo, como imóveis, máquinas e veículos.
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