- Itaú vai ampliar o trabalho presencial para 2028, com regime semipresencial: funcionários devem ir ao escritório 3 vezes por semana.
- Hoje, a regra do banco é de 8 dias presenciais por mês.
- A mudança começa antes para superintendentes, em janeiro de 2027, com presença de 4 dias por semana, como já ocorre com diretores.
- O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região é contra a medida e planeja entregar pauta de reivindicações em 2 de julho.
- No ano passado, o Itaú demitiu cerca de 1.000 funcionários em regime híbrido ou remoto, por descumprimento da jornada de trabalho e horas extras não justificadas.
O Itaú anunciou que elevará a presença no escritório para os funcionários em regime semipresencial a partir de 2028. A regra atual permite até 8 dias presenciais por mês; a partir de 2028, serão 3 dias por semana.
Quem está envolvido: empregados do banco em regime semipresencial e a diretoria do Itaú. A mudança afeta o quadro de funcionários que hoje trabalha parcialmente remoto ou híbrido.
Quando e onde: o anúncio foi feito na terça-feira, 23 de junho de 2026, pelo Itaú, com início de implementação gradual a partir de janeiro de 2027 para superintendentes. O retorno já ocorre para diretores, com 4 dias na presença.
Por que ocorreu: a instituição justifica a medida como parte de ajustes de política interna de trabalho, alinhada a metas de desempenho e presença objetiva. O objetivo é reduzir horários não produtivos e facilitar monitoramento.
Reação e dados de contexto: o Sindicato dos Bancários de São Paulo contestou a medida, anunciando oposição formal. Ainda não houve protocolo de reivindicações, que será apresentado no dia 2 de julho, após reunião do Encontro Nacional dos Trabalhadores do Itaú.
Contexto setorial: bancos tradicionais também têm avançado com retorno gradual ao presencial. O Nubank anunciou modelo híbrido em 2025 após cinco anos remoto, com demissão de funcionários insatisfeitos na ocasião. O Bradesco, no fim de 2025, encerrou o home office para parte de sua equipe.
Impactos recentes no Itaú: no ano anterior, a instituição comunicou demissões de cerca de 1.000 funcionários em regime híbrido ou remoto, por descumprimento de jornada e registro de horas extras sem justificativa. A medida também busca alinhamento com práticas de mercado.
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