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Mercado de trabalho formal cresce 2,6% com impulso do serviço público

Mercado formal cresce 3,6% ao ano, puxado pelo setor público; chega a 62,2 milhões de vínculos, com 1,09 milhão de vagas criadas no governo

Carteira de trabalho digital.
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  • Em fevereiro de dois mil e vinte e seis, o mercado de trabalho formal somava sessenta e dois milhões e duzentos mil vínculos ativos, alta de 3,6% em doze meses (ganho de 2,17 milhões de postos).
  • O setor público avançou 8,6% na comparação anual, com a criação de 1,09 milhão de vínculos; trabalhadors com carteira assinada cresceram 2,2% (mais 1,04 milhão).
  • Entre dezembro de dois mil e quinze e fevereiro de dois mil e vinte e seis, o mercado formal recebeu 1,39 milhão de novos trabalhadores; agentes públicos passaram de 12,8 milhões para 13,8 milhões.
  • A participação feminina no emprego formal subiu para 28,6 milhões de vínculos em fevereiro, alta de 4,7%; a masculina chegou a 33,5 milhões, aumento de 2,7%.
  • A massa salarial mensal ficou em R$ 240,7 bilhões em dezembro de dois mil e vinte e cinco, versus R$ 235,7 bilhões em janeiro do mesmo ano, alta de 2,1%; remuneração média chegou a R$ 4.369.

O mercado de trabalho formal brasileiro cresceu 3,6% em 12 meses e chegou a 62,2 milhões de vínculos ativos em fevereiro de 2026, segundo a Rais Mensalizada do Ministério do Trabalho e Emprego. O avanço ocorreu em meio a uma expansão puxada pelo serviço público, que avançou mais que os empregos com carteira assinada.

Ao todo, o estoque de vínculos aumentou 2,17 milhões frente a fevereiro de 2025. Deste total, 48 milhões correspondem a trabalhadores celetistas e 13,8 milhões a agentes públicos, incluindo servidores estatutários, contratados por tempo determinado e ocupantes de cargos em comissão.

Setor público avança

Os vínculos no setor público cresceram 8,6% na comparação anual, com a criação de 1,09 milhão de postos. Já os trabalhadores com carteira assinada tiveram expansão de 2,2%, aumentando 1,04 milhão de vínculos.

Entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, o mercado formal ganhou 1,39 milhão de trabalhadores, com destaque para os agentes públicos, que passaram de 12,8 milhões para 13,8 milhões de vínculos, peçando 7,81% no período.

Alta no início do ano

Estimativas consideram o comportamento sazonal do início do ano, quando setores retomam contratações após férias e recesso. Mesmo com o crescimento, o aumento de empregos privados foi mais moderado: os celetistas subiram de 47,6 milhões em dezembro para 48 milhões em fevereiro, alta de 0,81%.

Diferenças regionais

Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste registraram os maiores crescimentos proporcionais no período. Norte subiu 4,16%; Nordeste, 3,27%; Centro-Oeste, 2,70%.

Entre os estados, Minas Gerais teve o ganho absoluto mais expressivo, com 271,2 mil novos vínculos, seguido por São Paulo, com 148,5 mil.

Mulheres ganham espaço

A participação feminina aumentou no emprego formal, com 28,6 milhões de vínculos em fevereiro, alta de 4,7% ante 2025. Entre os homens, houve crescimento de 2,7%, totalizando 33,5 milhões de vínculos. A participação feminina subiu de 45,6% para 46,1%.

O levantamento aponta ainda crescimento significativo entre trabalhadores indígenas, pretos e pardos, além de expansão entre jovens de 18 a 24 anos, que somaram 1,21 milhão de vínculos em 12 meses.

Dados salariais

A massa salarial mensal passou de R$ 235,7 bilhões em janeiro de 2025 para R$ 240,7 bilhões em dezembro do mesmo ano, alta de 2,1%. A remuneração média mensal atingiu R$ 4.369 em dezembro de 2025, frente a R$ 4.208,6 em fevereiro, aumento de 3,8%.

O serviço concentrou a maior fatia da massa salarial, com aproximadamente R$ 155 bilhões no último mês analisado.

Governo revisa registros

O Ministério do Trabalho apontou inconsistências nos dados de remuneração enviados pelos empregadores. Embora o total de vínculos formais tenha subido, o número de registros com remuneração válida caiu de 55,26 milhões para 53,53 milhões.

Diante disso, o governo decidiu divulgar apenas os dados salariais até dezembro de 2025 e aprofundar a análise antes das próximas atualizações da Rais Mensalizada.

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