Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Microsoft pode substituir Claude e ChatGPT por modelo chinês no Copilot

Microsoft avalia substituir parte do Copilot por DeepSeek, modelo aberto chinês, para reduzir custos, em meio a tensão política e debates de desempenho

Deepseek: empresa deve oferecer modelos para a Microsoft (Nasir Kachroo/NurPhoto/Getty Images)
0:00
Carregando...
0:00
  • A Microsoft avalia substituir parte da IA do Copilot Cowork por uma versão hospedada do DeepSeek V4, modelo de código aberto da China.
  • Atualmente, o Copilot roda com IA da Anthropic e da OpenAI; a empresa busca uma alternativa mais barata devido ao aumento de custos com tarefas repetitivas.
  • A decisão final sobre adotar o DeepSeek deve sair nas próximas semanas, com a Microsoft assegurando que os dados permaneçam na infraestrutura Azure.
  • O timing é sensível: nos EUA, houve decisão de suspender o acesso a modelos avançados da Anthropic para estrangeiros e ameaça de banir DeepSeek em dispositivos governamentais.
  • A avaliação da Microsoft reflete uma tendência de competição chinesa em IA open source, com o objetivo de dominar esse segmento do mercado.

A Microsoft avalia substituir parte da IA que move o Copilot Cowork por uma versão hospedada do DeepSeek V4, modelo de código aberto desenvolvido na China. Atualmente, a ferramenta usa IA da Anthropic e da OpenAI, mas os custos com tarefas longas aumentaram. Uma alternativa mais barata é estudada.

A decisão final sobre adotar o DeepSeek deve sair nas próximas semanas. A empresa enfatiza que a mudança manteria os dados de clientes dentro da infraestrutura Azure, com camadas de proteção já ajustadas.

Quem está envolvido? A análise envolve a equipe de Copilot, liderada pela vice-presidência executiva de Charles Lamanna. A Microsoft busca entender se o desempenho do DeepSeek atende às necessidades do Copilot sem expor clientes.

Quando e onde aconteceu o movimento? A avaliação ocorre em um momento em que a Microsoft já avalia alternativas de modelos de IA para reduzir custos. O foco está na substituição de parte da IA que opera o Copilot dentro da infraestrutura da própria empresa.

Por quê? A ideia é reduzir gastos com IA de longo ciclo, mantendo a proteção de dados. A Microsoft ressalta que, caso adotado, o DeepSeek rodaria inteiramente no Azure, sem sair dos servidores da empresa.

Contexto político e concorrência

O timing é sensível politicamente. Dias antes, o governo dos EUA determinou que a Anthropic suspendesse o acesso de estrangeiros a seus modelos mais avançados por razões de segurança nacional. A Casa Branca já cogita banir o DeepSeek de dispositivos governamentais.

O NIST/CAISI aponta que a versão mais avançada do DeepSeek fica atrás de modelos americanos em desempenho, com defasagem estimada em cerca de oito meses. A empresa chinesa aponta rankings públicos para embasar suas métricas.

A avaliação da Microsoft reflete uma tendência maior de competição da China na IA. O país busca dominar o mercado de modelos de código aberto, gratuitos para desenvolvedores distribuírem e utilizarem comercialmente.

O Qwen, conjunto de modelos da Alibaba, soma centenas de milhões de downloads na Hugging Face, superando outros grandes modelos desde dezembro de 2025. Estimativas de um órgão consultivo indicam alta adoção de modelos chineses por startups americanas.

Implicações para o mercado

A estratégia de preços favorece a adoção de IA de código aberto no ocidente, com modelos chineses oferecendo custos até 95% menores em alguns casos. Essa dinâmica ocorre em meio a restrições de exportação que pressionaram a inovação em arquitetura de software.

As empresas europeias e americanas avaliam custos e personalização ao escolher IA para treinamento de seus próprios modelos. A Siemens, por exemplo, aponta vantagens na abertura de parâmetros dos sistemas chineses para reduzir despesas.

A Microsoft vê a avaliação do DeepSeek como teste prático de uma visão de longo prazo: depender de poucos modelos de fronteira pode frear inovações econômicas. Nadella já sugeriu que depender de poucos modelos para todo o aprendizado pode ter impactos negativos.

O movimento da Microsoft é visto como indicativo de uma tendência mais ampla. Mesmo grandes empresas com recursos para parcerias com laboratórios americanos buscam reduzir dependência de modelos caros e de acesso restrito.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais