- A JD.com, gigante do varejo na China, afirmou que, mais cedo ou mais tarde, setecentos mil entregadores humanos serão substituídos por robôs de delivery, conforme o fundador Richard Liu, durante o Fórum de CEOs da APEC.
- Liu disse que não deixará trabalhadores sem trabalho e que há planos para reposicioná-los no mercado, com profissionalização em novas áreas.
- Em julho de dois mil e vinte e cinco, foram encomendados trinta mil veículos autônomos de delivery para cerca de duzentas cidades na China.
- O uso de robôs já cresce em vários setores, com exemplos como robôs humanoides da Unitree no aeroporto principal do Japão e robôs da empresa norte-americana Boston Dynamics em operações de segurança.
- A JD firmou acordos com aproximadamente cento e vinte escolas para treinamentos, visando preparar trabalhadores para funções de reparo e manutenção dos robôs de delivery, em linha com a expectativa de aumentar o contingente de trabalhadores autônomos na China no final de dois mil e vinte e seis.
A JD.com, o grupo de varejo e e-commerce da China, sinalizou que os entregadores humanos poderão ser substituídos por robôs de delivery em algum momento no futuro. A afirmação ocorreu durante o Fórum de CEOs da APEC, com o próprio fundador Richard Liu ressaltando que a transição acontecerá, mais cedo ou mais tarde.
Segundo Liu, a empresa não pretende deixar os trabalhadores sem apoio quando a automação avançar. A JD.com planeja reposicionar esses funcionários no mercado, com foco em requalificação e novos papéis, de modo a evitar demissões em massa.
A empresa já utiliza robôs para entregas em território chinês. Em julho de 2025, houve importação de cerca de 30 mil veículos autônomos para operarem em aproximadamente 200 cidades, conforme dados citados pela imprensa local. O movimento acompanha tendências de automação em serviços no exterior.
Plano de transição de trabalhadores
Além de tecnologias, a JD.com negocia ações de qualificação. A companhia fechou acordos com cerca de 120 escolas para oferecer treinamento aos empregados, abrindo portas para funções ligadas à reparação e manutenção dos robôs de delivery.
Especialistas apontam que a automação pode ampliar a eficiência, mas também gera debates sobre condições de trabalho. O tema ganha espaço à frente de avanços em robótica de apoio a setores como logística, varejo e serviços.
No contexto mundial, robôs já atuam em áreas como aeroportos no Japão, linhas de produção nos EUA e até em operações de segurança em eventos esportivos. No Brasil, casos de uso de robôs de entrega e drones vêm sendo testados pelo iFood, sem substituição total de mão de obra no momento.
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