- O setor público criou 1,091 milhão de vagas formais entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2026, frente a 1,041 milhão no setor privado, conforme a Relação Anual de Informações Sociais (Rais).
- O cálculo considera contratações menos demissões, levando o setor público a 13,81 milhões de empregos formais em fevereiro de 2026 e o privado a 47,97 milhões.
- No total, Brasil gerou 2,17 milhões de empregos formais no período, somando 62,19 milhões de vagas no país.
- Dentre as vagas públicas, 886 mil são contratos por tempo determinado, movimento ampliado após a reforma trabalhista de 2017.
- A Rais inclui celetistas, servidores e temporários, diferentemente do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o que explica a visão mais ampla do mercado formal.
O setor público brasileiro criou 1,091 milhão de vagas formais entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2026, segundo dados do Ministério do Trabalho e do Emprego com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). O setor privado abriu 1,041 milhão de postos no mesmo período. A diferença supera a do setor privado.
A análise considera contratações menos demissões ao longo de 14 meses. Com o avanço, o setor público alcançou 13,81 milhões de empregos formais em fevereiro de 2026, enquanto o setor privado somou 47,97 milhões de vagas. Juntos, os dois setores criaram 2,17 milhões de empregos formais.
Contratos temporários dominam contratações públicas
Dentre as 1,091 milhão de vagas abertas no setor público, 886 mil são contratações por tempo determinado, a maior parte dos postos criados. A informação foi apresentada por Paula Montagner, subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho, que apontou a influência da reforma trabalhista de 2017 no aumento de vínculos por tempo determinado no setor público.
Rafael Coletto Cardoso, coordenador-geral de Estudos e Estatísticas do Trabalho, mencionou que o período de coleta pode ter impactado o crescimento. Governos municipais e estaduais podem ter contratado, por exemplo, professores com vínculos até o fim do ano letivo.
Rais vs. Caged
A Rais abrange celetistas, servidores públicos federais, estaduais e municipais, além de trabalhadores temporários, incluindo também vínculos que o Caged não registra. A diferença de metodologia explica parte da disparidade com os números do Caged, que se baseia apenas em trabalhadores celetistas.
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